O passaporte brasileiro acaba de conquistar um importante reconhecimento internacional. De acordo com o Global Passport Index 2026, elaborado pela consultoria Global Citizen Solutions (GCS), o documento ocupa a segunda posição entre os mais poderosos da América Latina e aparece em 49º lugar no ranking mundial, atrás apenas do Chile na região.
O levantamento vai além da quantidade de países que aceitam visitantes sem visto. O estudo analisa fatores como mobilidade internacional, oportunidades de investimento e qualidade de vida, oferecendo uma visão mais ampla sobre o valor de um passaporte para quem viaja, trabalha ou pretende morar no exterior.
Mobilidade internacional é o grande diferencial do Brasil
O principal destaque do passaporte brasileiro está na liberdade para viajar. O país alcançou nota 90,7 no quesito mobilidade, a melhor da América Latina, ocupando a 43ª posição mundial nesse indicador.
Segundo o relatório, esse desempenho é resultado de uma política consistente de reciprocidade diplomática e da ampliação de acordos internacionais. Entre as medidas recentes estão a isenção mútua de vistos entre Brasil e China para permanências de até 30 dias, além da entrada sem visto para cidadãos de oito países, incluindo Irlanda, Dinamarca, Hungria, Jamaica, Santa Lúcia e Bahamas.
Apesar do cenário positivo, o estudo ressalta que a futura implementação do sistema ETIAS, autorização eletrônica exigida para entrada em diversos países europeus, poderá acrescentar etapas burocráticas e custos às viagens de brasileiros para o continente.
Ranking considera muito mais do que viagens
Diferentemente de outros rankings internacionais, o Global Passport Index leva em consideração aspectos econômicos e sociais que influenciam diretamente a experiência de quem possui determinado passaporte.
“A mobilidade é um ponto muito importante e tem o maior peso na avaliação, mas quem busca uma segunda cidadania também quer informações sobre investimentos, saúde, educação e qualidade de vida. Nossa metodologia entende que esses fatores são inseparáveis”, afirma Patricia Casaburi, CEO da Global Citizen Solutions.
Na avaliação geral, o Brasil recebeu 82,4 pontos, ficando atrás apenas do Chile entre os países latino-americanos.
Economia ainda limita avanço brasileiro
Embora apresente desempenho sólido em mobilidade e qualidade de vida, o Brasil ainda enfrenta desafios quando o assunto é competitividade econômica.
No pilar de investimentos e oportunidades econômicas, o país aparece na 81ª colocação mundial, resultado influenciado principalmente pela carga tributária sobre pessoas físicas e pela renda nacional bruta per capita. Ainda assim, o estudo destaca que o Brasil lidera em inovação entre as maiores economias da América Latina.
Para Patricia Casaburi, o país já consolidou sua posição diplomática, mas novos avanços dependerão de melhorias econômicas. “O Brasil é o retrato de uma potência média estável. Sua principal força continua sendo a liberdade para viajar, enquanto sua fraqueza persistente está nos investimentos, um lembrete de que a abertura econômica ainda não acompanhou o alcance diplomático do país.”
Qualidade de vida também fortalece o documento brasileiro
Outro fator que contribuiu para a boa colocação foi a qualidade de vida. O Brasil ocupa a 37ª posição global nesse indicador, impulsionado pelos resultados em custo de vida e satisfação pessoal, ambos acima da média latino-americana.
O levantamento ainda mostra que o país supera a média regional em todas as dimensões avaliadas, reforçando a evolução observada nos últimos cinco anos. Ainda que o cenário mundial seja altamente competitivo, o passaporte brasileiro segue ampliando sua relevância para quem busca viajar com mais facilidade e acessar oportunidades internacionais.
Para quem gosta de explorar novos destinos, estudar fora ou planejar experiências internacionais, o resultado confirma que o passaporte brasileiro continua sendo um dos ativos mais valiosos da região, refletindo o fortalecimento das relações diplomáticas do país e sua crescente inserção no cenário global.
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