Home
Notícias
Economia
Atividade volta a crescer na Filadélfia, mas abaixo do esperado

Atividade volta a crescer na Filadélfia, mas abaixo do esperado

Indicadores correntes retornam ao campo positivo, enquanto custos permanecem elevados e limitam expansão mais robusta das margens

A atividade industrial na região coberta pelo Federal Reserve da Filadélfia voltou a crescer em junho, com melhora disseminada nos principais indicadores e expectativas ainda positivas para os próximos meses, apesar de pressões persistentes de custos, mostra um documento divulgado nesta quinta-feira (18).

Os dados mais recentes mostram recuperação relevante após a fraqueza observada em maio, em meio à reativação das encomendas e ao avanço nos embarques, ainda que o cenário siga marcado por incertezas e limitações na utilização da capacidade.

As empresas seguem projetando expansão ao longo do segundo semestre, com indicadores futuros em níveis elevados, embora antecipem riscos associados à volatilidade e aos custos de insumos e energia.

Recuperação disseminada nos indicadores correntes

O índice de atividade geral saiu de -0,4 em maio para 10,3 em junho, enquanto o esperado era de 11,4, retornando ao campo positivo e sinalizando expansão da manufatura na região. Mais de 32% das empresas reportaram aumento da atividade, superando os 22% que indicaram queda, enquanto 45% não observaram mudanças.

Publicidade
Publicidade

A melhora foi acompanhada por um avanço significativo dos novos pedidos, cujo índice saltou 29 pontos, para 27,3, refletindo aumento da demanda. Já o indicador de embarques subiu 10 pontos, para 14,9, reforçando o movimento de retomada operacional.

O mercado de trabalho também apresentou sinais de recuperação, com o índice de emprego avançando para 7,9, o maior nível desde janeiro. Apesar disso, a maioria das empresas (74%) manteve o quadro de funcionários estável, indicando que a melhora do emprego ainda é moderada. Em paralelo, a semana média de trabalho recuou e voltou ao campo negativo.

Custos elevados e expectativas positivas

Os custos seguem pressionados, com o índice de preços pagos subindo para 53,2, indicando continuidade de aumentos relevantes nos insumos. Quase 54% das empresas relataram alta nos preços de compra, enquanto a parcela que reporta quedas permaneceu praticamente nula.

Por outro lado, o índice de preços recebidos recuou para 20,3, ainda em nível elevado, mas apontando alguma perda de força na capacidade de repasse. A dinâmica sugere compressão potencial de margens no curto prazo.

No recorte trimestral, 48% das empresas reportaram aumento da produção no segundo trimestre, superando os 22% que registraram queda. Ainda assim, a utilização da capacidade permaneceu praticamente estável, entre 70% e 80%, com a incerteza sendo citada como fator limitante por 74% das companhias.

Para os próximos seis meses, as perspectivas seguem favoráveis. O índice de atividade futura permaneceu elevado, em 50,2, enquanto os indicadores de novos pedidos e embarques alcançaram máximas em cinco anos. As empresas também projetam aumento do emprego e investimentos mais robustos, com o índice de capex no maior nível desde 2021.

Leia também: