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Ala do PT quer Haddad fora do Ministério da Fazenda, diz colunista

Ala do PT quer Haddad fora do Ministério da Fazenda, diz colunista

Fernando Haddad enfrenta críticas no PT. Descubra as preocupações sobre sua gestão e as alternativas propostas.

Cresce nos bastidores do Partido dos Trabalhadores (PT) a insatisfação com o desempenho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a defesa do nome de Aloizio Mercadante como alternativa mais alinhada com a política econômica do partido. A informação foi revelada pelo jornalista Cláudio Humberto, da TV Bandeirantes.

De acordo com interlocutores, Haddad seria o principal responsável pelo desgaste contínuo do governo Lula na condução da política econômica. As críticas se intensificaram nas últimas semanas, diante de impasses relacionados ao ajuste fiscal e à relação com o setor produtivo, além da questão do recuo nas mudanaças do IOF.

Fernando Haddad é visto como nome sem familiaridade com a economia

Segundo ele, há quem sustente dentro do PT que Mercadante seria o nome mais indicado, pois “entende do riscado” e possui maior familiaridade com os temas econômicos, o que o colocaria em vantagem em relação a Haddad, que já declarou publicamente, em anos anteriores, não ter formação técnica na área. “Ele disse, naquela ocasião, que não entendia nada de economia e depois virou ministro da Fazenda”, relembrou o comentarista.

Aloizio Mercadante, atualmente presidente do BNDES, é visto como um nome com maior afinidade histórica com os quadros técnicos do partido e mais experiente na interlocução com setores estratégicos da economia. Apesar das especulações, o Palácio do Planalto ainda não sinalizou qualquer mudança na equipe econômica.

Em meio à polêmica em torno do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o presidente BNDES sugeriu uma nova alternativa para compensar os impactos da medida: a tributação sobre remessas de criptomoedas ao exterior, segundo informação do jornalista Lauro Jardim, em nota no jornal O Globo.

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A proposta surge como resposta ao decreto que elevou o IOF para 3,5% em determinadas transações financeiras, medida que gerou críticas do setor bancário e acendeu debates dentro do próprio governo. Mercadante, que já havia defendido anteriormente o aumento de impostos sobre apostas online como forma de compensação fiscal, agora amplia o escopo da discussão para incluir o envio internacional de ativos digitais.

A sugestão foi apresentada em meio a um evento realizado no BNDES e ainda não há confirmação de que a ideia será levada adiante pelo Ministério da Fazenda.