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O que é deflação?

O que é deflação?

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

29 Ago 2022 às 13:20 · Última atualização: 29 Ago 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

29 Ago 2022 às 13:20 · 6 min leitura
Última atualização: 29 Ago 2022

foto de moedas empilhadas

Reprodução/Pixabay

A subida dos preços é uma realidade presente na vida dos brasileiros, e todo mundo sabe que ela pode ter diversos pontos negativos para a economia. Mas, o que acontece quando os preços caem por muito tempo?

Você já pensou sobre o que acontece com a economia de um país que convive com a deflação? E como investir em um cenário como esse? Tudo isso e muito mais, você entenderá lendo este texto até o fim.

O que é deflação

Para começar, vamos entender o significado de deflação: conceitualmente, trata-se da queda dos preços e serviços disponíveis no mercado. Como você pode ver, configura-se como o contrário da inflação, que se dá quando ocorre o aumento contínuo e generalizado nos preços. Entre esses dois conceitos, há ainda um terceiro, que é denominado por desinflação, que nada mais é do que a redução da inflação, na qual os preços sobem de forma reduzida. 

Mas, será que deflação é bom ou ruim? Olhando o conjunto desses conceitos, é provável que você tenha feito um certo juízo de valor e acredite que a deflação seria o cenário ideal. Bom, saiba que isso não é totalmente verdade. Entenderemos o por quê a seguir, mas, antes, vamos dar conta de quais são os motivadores desse cenário.  

As causas da deflação estão ligadas a uma relação desequilibrada entre oferta e demanda, em que o mercado vende mais produtos e serviços do que os clientes querem ou precisam consumir. Assim, como manda o princípio básico de oferta e demanda, os preços caem.

Olhando assim, parece que é um processo muito bom e que deve ser buscado por todos os responsáveis pela gestão financeira dos países, não é mesmo? Apesar de parecer o contrário, a permanência da deflação por longos períodos pode representar um grande perigo para a economia de um país.

Como a deflação impacta a economia

Quando os preços não sobem, a tendência é de que haja impacto futuro na produtividade, porque, para que a oferta se encontre em equilíbrio, ela diminui. Isso significa, entre outras coisas, a diminuição de postos de trabalho. Com isso, a queda dos preços sem previsão de subida reflete em um potencial problema no longo prazo, o que é explicado pelo conceito de cadeia deflacionária.

O que se espera de economias dinâmicas e em expansão, então, é que aconteça uma elevação controlada de preços a cada espaço de tempo. E, com isso, elevem-se também outros indicadores, como a renda da população, a oferta de empregos e o consumo. Com os preços diminuindo de forma ininterrupta, a atratividade do ramo produtivo pode diminuir, fazendo com que os investimentos deixem de ser a melhor opção e a economia sofra uma paralisia, que pode dar início a uma retração.

Qual é a relação da deflação com os investimentos

Se você opera seus investimentos unicamente no Brasil, é provável que passe mais tempo pensando na inflação, mesmo. Afinal, essa é a realidade da nossa economia, tendo em vista que nós temos uma inflação em alta — e a liderança global em juros real. Mas, tanto para se preparar para o futuro (que é sempre imprevisível) quanto para outras bolsas, você deve entender o impacto da deflação sobre os investimentos.

Para começar, a análise sobre o resultado de qualquer investimento deve relacionar o ganho nominal com a inflação no período, e isso não muda em um contexto de deflação. Aliás, você sabe a diferença entre o resultado nominal e o real? O resultado nominal é o número em si, enquanto o resultado real é aquele proveniente de um comparativo feito em relação às perdas impostas pela inflação.

Deflação em renda fixa e renda variada

Em uma breve diferenciação, de maneira geral, a renda fixa é o investimento previsível, uma vez que tem taxa de juros fixa. Já a renda variável conta com preços que oscilam de acordo com o humor da economia, tornando-se, assim, mais imprevisível.

Tomemos o caso brasileiro atual. Contamos com uma inflação elevada. Como ferramenta para conter essa alta dos preços, os juros vêm sendo constantemente elevados também. Assim, os rendimentos de renda fixa se tornam altamente atrativos. Agora, inverta a lógica. No caso de um cenário deflacionário, os juros tendem a ser baixíssimos, podendo até ser negativos, o que desestimula o investimento.

Agora, vejamos a perspectiva da renda variável. Como dissemos, o cenário deflacionário impõe à economia a tendência da retração. Isso quer dizer que as empresas não crescem. E, em não crescendo, também não valorizam os seus papéis na bolsa de valores. Assim, as oportunidades passam a ser mais escassas.

O que fazer nesse cenário

Agora que você sabe como a deflação impacta a sua carteira de investimentos, é necessário saber como você pode se proteger dela. Para isso, a diversificação da carteira tem um papel central. Essa prática permite que você faça aportes em diferentes alternativas do mercado, visando se expor a riscos, setores e classes diversas.

Ao escolher investimentos com funcionamento distinto, é possível reduzir os riscos do seu portfólio como um todo, uma vez que, se você perde por um lado, pode ganhar pelo outro. Junto desse aspecto, em um cenário deflacionário, vale considerar fazer investimentos internacionais — especialmente em economias mais fortes. Essa é uma forma de proteger seu patrimônio contra possíveis crises no mercado brasileiro. Afinal de contas, a deflação costuma ser um fenômeno localizado, e não global.

Fale com um especialista

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pesquisa que se configura no índice de inflação oficial do país, recuou em 0,68% em julho, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Trata-se da menor taxa registrada desde o início da série histórica, iniciada em janeiro de 1980. No ano, a inflação acumulada é de 4,77% e, nos últimos 12 meses, de 10,07% – ainda assim, uma inflação alta. 

Para lidar com esse cenário, conte com ajuda especializada. Preencha o formulário e fale com um assessor da EQI!

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