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Criptomoedas: o que são, como e por que investir

Criptomoedas: o que são, como e por que investir

Matheus Gagliano

Matheus Gagliano

23 Mai 2022 às 03:31 · Última atualização: 08 Jun 2022 · 16 min leitura

Matheus Gagliano

23 Mai 2022 às 03:31 · 16 min leitura
Última atualização: 08 Jun 2022

bitcoin

Reprodução/Pixabay

As criptomoedas já estão no mercado desde 2009. Mas foi nos últimos anos que elas se tornaram mais populares no Brasil. No ano de 2020, em plena pandemia, o índice Ibovespa caiu 3%. Ao mesmo tempo, o Bticoin (BTC), a mais conhecida das criptomoedas, acumulou uma valorização de 318% no ano.

No início daquele ano, um BTC já valia o equivalente a R$ 37 mil. Mas em dezembro, chegou ao pico de R$ 158 mil.

Esse cenário demonstra que as criptomoedas são um investimento atrativo. Mas como todo tipo de investimento, possuem seus riscos. E os investidores estão começando aos poucos a descobrir quais as moedas virtuais que existem, além do BTC.

A ethereum é a segunda maior criptomoeda. Outras, como a altcoins já começaram a chamar a atenção do mercado. Ao todo, existem mais de oito mil criptomoedas em circulação no mundo. Especialistas apontam que algumas das mais novas têm até um potencial de valorização bem acima das primeiras que surgiram no mercado.

Apesar de não possuir lastro e nem regulamentação, algumas das criptomoedas estão incluídas no portfólio de instituição financeiras tradicionais. É possível comprar diretamente as moedas, ou diversificar por meio de fundos específicos, em que o investidor consegue ter acesso a esses ativos sem precisar comprá-los diretamente nas corretoras de criptoativos.

Foto com moedas de bitcoin e ethereum

O que são criptomoedas?

Antes de entender como investir em criptomoedas, é preciso saber o que elas são. Diferentemente das moedas tradicionais, elas são descentralizadas. Ou seja, não existe um órgão ou governo responsável pela sua emissão e circulação.

Isto porque existem diferentes categorias. Nesse sentido, elas tanto podem servir como meio de troca e reserva de valor, quanto para executar e facilitar transações financeiras.

Esses ativos surgiram em 2009, após a crise financeira do ano anterior. Seu objetivo inicial era ser uma alternativa ao sistema financeiro tradicional – centralizado e regulamentado pelos governos. Ou seja: o contrário do que as criptomoedas são.

O valor do ativo está baseado no sistema de tecnologia blockchain. Este não permite a manipulação dos dados inseridos nas plataformas de transação de moedas eletrônicas.

Agora, vamos conhecer algumas delas:

Bitcoin (BTC)

O bitcoin (BTC) é considerado a primeira criptomoeda do mundo, sendo lançada em 2009. Seu criador teria sido um japonês chamado Satoshi Nakamoto. Porém, a paternidade da moeda não é confirmada e acredita-se que esse seja um pseudônimo de uma pessoa ou de um grupo de programadores.

Basicamente, essa cripomoeda funciona por criptografia, utilizando a tecnologia blockchain. Funciona ponto a ponto, mantendo o sigilo nas transações e impedindo que os usuários sejam identificados. Outra característica é que para a validação dessas transações não são necessárias instituições intermediadoras. Dessa forma, garante-se uma autonomia total no processo.

A primeira transação realizada com bitcoin é datada de 2010. Na época, uma criptomoeda era o equivalente a US$ 0,23.

Porém, a partir de 2017, começou uma disparada de valor sem precedentes. Naquele ano, cada uma unidade de bitcoin passou a valor US$ 6 mil. Desde então, houve uma valorização de mais de 23 mil por cento.

Altcoins

As altcoins são consideradas alternativas à pioneira bitcoin. São uma espécie de bifurcação do criptoativo mais antigo, porém possuem códigos completamente diferentes.

Em função disso, não há como definir uma característica única para as altcoins. Isso porque cada uma delas possui um protocolo próprio e funciona de uma forma diferente, sendo que o que possuem em comum é o fato de todas buscarem aprimorar alguma função da pioneira bitcoin, principalmente no quesito velocidade das transações.

Além disso, também são descentralizadas e, a exemplo do BTC, encontradas pelo processo de mineração – conceito que veremos mais à frente.

A primeira altcoin a ser lançada foi a Namecoin, em 2011. Hoje em dia, já existem mais de dez mil criptomoedas comercializadas no mundo inteiro.

Ethereum (ETH)

Após o Bitcoin, esta é a segunda criptomoeda mais famosa e valorizada. O nome vem de uma plataforma de negociação, que tem uma criptomoeda chamada Ether. No entanto, esses nomes se tornaram sinônimos no mundo das moedas virtuais.

A plataforma Ethereum entrou em funcionamento em 2015. É considerada uma evolução no conceito de blockchain, que teve início com o bitcoin. Isso porque ela permite a realização de mais tarefas. Daí, qualquer pessoa consegue construir modelos descentralizados para diferentes aplicações. Basta que os códigos de programação estejam em uma linguagem aceita pela plataforma.

Binance Coin (BNB)

Em seguida, a terceira maior criptomoeda em circulação hoje é a Binance Coin. Ela é da Exchange Binance, líder mundial na negociação de criptoativos.

A BNB foi criada em 2017, a princípio para ser utilizada somente como um token digital, que dava descontos nas taxas de serviços da corretora. No entanto, a partir de 2020, adotou o “contrato inteligente”, pois incorporou a tecnologia da Ethereum.

Atualmente, a Binance opera em mais de 40 países, tendo mais de 800 colaboradores. Sua abrangência e volume de operações dá credibilidade à criptomoeda. Com isso, analistas apontam que ela possui um grande potencial de valorização.

Litecoin (LTC)

Já a Litecoin surgiu em 2011. Alguns investidores consideram ela a “prata das criptomoedas”. Porque possui algumas semelhanças em relação ao Bitcoin, que é considerado o “ouro” dos criptoativos. Uma de suas principais características é a velocidade de negociação, bem superior ao BTC.

A transação de um bloco de LTC leva, em média, 2,5 minutos para ser confirmada. Isso significa que é quatro vezes maior com relação ao Bitcoin. Assim como o BTC e a plataforma Ethereum, a rede Litecoin também é descentralizada, tornando praticamente impossível a sua interceptação por parte de terceiros.

Outra diferença é o seu limite máximo de quantidade de moedas. Enquanto no Bitcoin esse limite é de 21 milhões, o LTC pode ir até 84 milhões de unidades. Além disso, suas taxas de transação também são mais baixas quando comparadas às criptomoedas mais conhecidas.

Cardano (ADA)

Outra criptomoeda conhecida é a plataforma Cardano. Tendo iniciado suas atividades em 2015, ela tem o objetivo de ser mais do que uma criptomoeda, uma vez que busca executar, de forma descentralizada, diferentes aplicativos financeiros.

Com isso, tenta oferecer uma rede que integra contratos inteligentes voltados, principalmente, a instituições financeiras.

Pode ser considerada ainda uma plataforma inovadora entre as criptomoedas. Isso porque também busca solucionar algumas deficiências do BTC e de outras altcoins.

Graças ao seu caráter de inovação, muitos especialistas se referem à ADA como a “terceira geração das criptomoedas”, uma vez que busca corrigir e aperfeiçoar algumas funcionalidades da Ethereum – considerada de segunda geração. Esta, por sua vez, oferece mais funcionalidades do que o bitcoin, a primeira geração de moedas virtuais.

Polkadot (DOT)

A altcoin Polkadot também tem chamado a atenção de investidores, graças a um caráter de inovação. Ela busca superar a Ethereum no sentido de ser mais escalonável e eficiente. Ao mesmo tempo, a DOT possibilita a conexão de diferentes blockchains, o que acontece de forma eficiente e segura.

Stellar Lumens (XLP)

Outra é a Stellar Lumens, criada em 2014. Ela busca auxiliar dois problemas relativos a transações internacionais: longo tempo de processamento e altos custos.

Para utilizar a plataforma é relativamente simples. O usuário precisa apenas de um acesso à internet e de um hardware para fazer as transações. Dessa forma, busca simplificar e baratear as transferências. Assim se torna mais acessível a uma quantidade maior de investidores.

Assim como outras altcoins, a XLP possui rede descentralizada e funciona ponto a ponto. Durante o trajeto, os lumens (ou tokens) procurarão por um swap de pares disponível. Dessa forma, um par pode enviar uma criptomoeda, e o destinatário receberá outra diferente.

O principal objetivo da Stellar não é a transação comercial em si. Isso porque a sua prioridade é ser uma ponte entre a transação de diferentes criptomoedas.

Além da simplicidade e do baixo custo, outra vantagem é a velocidade das transferências. Geralmente, elas são processadas em cerca de 5 segundos, sendo bem mais rápida do que muitas outras criptomoedas.

Agora, vamos entender alguns itens importantes na operação das criptomoedas:

Blockchain

A princípio, a blockchain é um banco de dados. Porém, possui possui diversas informações que são conectadas como blocos informatizados, caí vem o nome, e uma grande diferença fundamental com relação ao banco de dados comum.

No caso do banco de dados de um computador, os blocos de informações ficam armazenados no hardware. Já na blockchain, os dados ficam espalhados em nuvem pela internet.

A segunda diferença diz respeito sobre a imutabilidade dos dados. Uma vez que uma informação é inserida, ela não pode ser alterada. Graças a essa segurança, a tecnologia é considerada uma das mais indicadas para criar um ativo de valor mundial.

Em relação aos criptoativos, a melhor analogia é comparar o blockchain a uma espécie de livro-caixa. Ele recebe todos os registros das transações de criptomoedas, e possibilita que qualquer um tenha acesso a eles.

A sacada é que essa característica dá transparência à tecnologia. Daí os registros podem ser auditáveis a qualquer momento. Outra característica considerada positiva é que esse livro-caixa não possui um único dono, pois está espalhado por toda a internet.

É esse tipo de blockchain que possibilita o funcionamento e a transação das criptomoedas. Isso acontece por meio da mineração, outro item importante do mundo das criptomoedas.

Mineração

Como visto, o blockchain consiste em uma rede totalmente descentralizada: as informações que constam são independentes e não é possível alterá-las. Essas informações contidas em blocos podem ser conectadas. Para que isso seja possível, é necessário que sejam resolvidas várias operações matemáticas, a fim de que um bloco se conecte a outro. Esse processo matemático é chamado de mineração.

O objetivo dos mineradores é encontrar uma sequência matemática que torne o seu bloco compatível com o bloco anterior, usando uma operação matemática que satisfaça esse problema.

Para entender mais fácil, vamos aplicar uma analogia. Consideramos que os mineradores são pessoas que buscam pedaços de trilhos de trem para conectá-los uns aos outros. Para fazer isso, precisam executar operações matemáticas. Quando uma dessas operações é solucionada, um novo pedaço de trilho é conectado à rede.

Dessa forma, diz-se que um novo bloco foi “minerado”, ou seja, transmitido à rede blockchain.

Como realizar a mineração?

Quando o bitcoin começou a operar, era possível fazer a atividade da mineração em um computador comum. E muitos mineradores conseguiram ganhar dinheiro em casa com essa atividade

No entanto, com o aumento da demanda pelas criptomoedas, o processo tornou-se cada vez mais concorrido e sofisticado. Dessa forma, é preciso hoje ter uma capacidade de processamento bem elevada para que se possa fazer a mineração. Atualmente, ocorre uma grande corrida no sentido de desenvolver novas tecnologias para encontrar o próximo bloco e obter recompensas.

Isso significa que, além da capacidade de resolver equações complexas, o computador precisa ser potente o suficiente para processar essas operações. A concorrência é grande, pois há muitos mineradores plugados na rede.

Outro ponto em relação à mineração é o alto consumo de energia. O consumo energético é elevado porque os computadores precisam estar permanentemente ligados. Caso contrário, todo o processo pode ser prejudicado e daí não conseguirão confirmar e auditar as transações.

A criptomoeda brasileira

Discute-se muito a criação de uma criptomoeda brasileira. Há quase dois anos, em setembro de 2020, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, informou que a autoridade monetária considerava esse plano com lastro em reais. Em declaração à imprensa, na ocasião, Campos Neto disse que o “real digital”, como foi chamado, provavelmente seria lançado este ano.

A iniciativa, de acordo com o BC, faz parte de uma série de iniciativas com o objetivo de modernizar o sistema bancário nacional.

Em entrevista ao site Metrópoles, em 2021, o presidente do BC informou que a pandemia poderia acelerar a implantação da criptomoeda brasileira. Segundo ele, o aumento do e-commerce é outra das razões que acelerou o processo.

Especialistas apontam que a criptomoeda nacional pode ajudar na inclusão bancária de parte da população que está excluída do sistema bancário nacional. Porém, de acordo com analistas, será necessário ainda aprofundar o estudo dos riscos associados às transações cibernéticas e ao ambiente regulatório nacional.

Em qual criptomoeda investir em 2022?

No ano passado, ocorreu o crescimento da demanda por NFTs. Isto ocorreu em linha com a valorização da propriedade digital de ativos.

Os protocolos DeFi – de finanças descentralizadas – também encontram cada vez mais usuários. Estes buscam plataformas mais escaláveis para rodar os contratos inteligentes. Além disso, o metaverso promete ser a próxima etapa da internet, com a participação de grandes players, que estão investindo pesado para disputar esse novo mercado.

Tendo em vista esse contexto, foram selecionadas algumas criptomoedas que, de acordo com especialistas, têm bom potencial de valorização ao longo do ano. A lista contempla criptoativos menos populares, para que os usuários conheçam novas alternativas.

Descentraland (MANA)

Esta é uma plataforma de realidade virtual descentralizada, construída com base no blockchain do Ethereum. Permite que os seus usuários criem e monetizem conteúdos, games e cenários em 3D.

Em matéria publicada pelo Portal do Bitcoin, José Artur Ribeiro, CEO da Coinext, avaliou que as pessoas têm passado cada vez mais tempo no mundo virtual, seja para trabalho ou lazer. Isso significa que há um grande mercado para o 3D. De acordo com ele, a MANA parece bem promissora. “Haja visto o crescimento da base de usuários e valorização do preço do token (4.000% no acumulado de 2021 até dezembro)”, comentou ele.

Elrond (EGLD)

Felipe Dantas, especialista em criptomoedas da Exame invest, coloca suas fichas na Elrond como sendo uma das melhores possibilidade de criptomoedas para este ano. Esta tem como objetivo solucionar o problema de escalabilidade na blockchain.

Ele explicou que o EGLD é promissor especialmente por contar com grandes nomes por trás do projeto. Além do mais, a Elrond criou sua própria corretora e pôde aumentar o ecossistema interno.

Bloktopia (BLOK)

O metaverso também está presente, por meio do bloktopia, um game em blockchain.

O especialista da Exame Invest avaliou que o mundo de cryptogames está em forte expansão. Além do mais, a Bloktopia possui parceria com gigantes como Bitboy, que é um importante influenciador no universo cripto; KuCoin, uma das maiores corretoras do setor; CriptoWendy, outro grande influencer internacional; as redes Avalanche e Elrond; e grandes fundos de investimento.

Velas (VLX)

A Velas usa o mesmo protocolo da Solana, porém busca uma melhoria. Por exemplo, quem possui contratos inteligentes na Ethereum pode rodá-los na rede da Velas.

Avalanche (AVAX)

Outra critpomoeda promissora, segundo especialistas, é a Avalanche (AVAX). Trata-se de uma rede blockchain baseada em contratos inteligentes. Ela se destaca pela velocidade, escalabilidade e compatibilidade de sua rede.

A título de comparação, enquanto o bitcoin e o Ether só podem lidar com 7 e 13 transações por segundo (TPS), respectivamente, a Avalanche é capaz de processar mais de 4.500 TPS.

Além disso, é capaz de concluir as transações em menos de dois segundos, contra 6 minutos no caso da ETH e 60 minutos no BTC. Isso faz esta criptomoeda uma tese interessante para 2022.

Nano (XNO)

A Nano (XNO) é mais uma opção. Também tem como diferenciais escalabilidade, velocidade e custo. Outro ponto promissor é o fato desta não ser um blockchain tradicional. É formada por diversos blockchains, chamados block-lattice.

E o que significa isso? Cada usuário tem seu próprio blockchain, não sendo necessário obter nenhuma aprovação que não seja do remetente ou destinatário do pagamento.

Já quanto à velocidade, a XNO é capaz de concluir transações em menos de um segundo, de acordo com seus desenvolvedores. Por fim, as transações da Nano são gratuitas, devido ao mecanismo de consenso conhecido como Votação Representativa Aberta, sendo outro importante diferencial.

Algorand (ALGO)

Por fim, outra criptomoeda citada por especialistas é a Algorand (ALGO). Uma das vantagens desta é a velocidade. No fim de 2021, ela era capaz de executar 1.162 TPS, com tempo de finalização de 4,36 segundos.

O principal diferencial desta criptomoeda talvez seja a interoperabilidade de blockchain empresarial.

Muitos projetos, apontam especialistas, correm o risco de não funcionar bem. Ou de simplesmente não serem compatíveis uns com os outros. Assim, o Algorand buscou preencher essa lacuna, oferecendo um foco ao mundo empresarial.

Tá, e aí? O que isso significa para o investidor?

Se o investidor decidir colocar parte de seu patrimônio em criptomoedas, não faltam opções: na verdade, existem mais de dez mil opções, desde as mais conhecidas – mais valorizadas – até as alternativas, de menor valor, porém com alto potencial de crescimento.

Apesar de ser um investimento relativamente novo, tudo leva a crer que as criptomoedas chegaram para ficar. O único ponto de grande preocupação junto a diversos investidores e especialistas é uma suposta bolha nesse segmento. Esse tipo de problema já ocorreu, no início dos anos 2000, com as empresas online.

Mas como todo tipo de investimento, existem seus ganhos e seus riscos inerentes. Basta ao investidor procurar uma boa assessoria de investimentos e escolher as melhores opções disponíveis com relação às criptomoedas.

Para isso, a EQI Investimentos tem o melhor time do mercado e pode ajudar os investidores com as melhores opções. Clique aqui e preencha o formulário que um assessor entrará em contato!

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