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Como investir melhor em 2022? Confira e-book exclusivo da EQI Investimentos

Como investir melhor em 2022? Confira e-book exclusivo da EQI Investimentos

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

26 Fev 2022 às 10:00 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 7 min leitura

Redação EuQueroInvestir

26 Fev 2022 às 10:00 · 7 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

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Reprodução/EQI

Como investir melhor em 2022, um ano que promete muita volatilidade?

Começa por ser 2022 um ano eleitoral, com muita polarização à vista e ameaças fiscais constantes, com candidatos flertando cada vez mais com medidas populistas.

Além disso, a expectativa é de continuidade nas altas das taxas de juros por aqui, pelos menos por mais alguns meses, com projeção da Selic se aproximando cada vez mais de 13% ao ano, o que, por sua vez, se é bom para a renda fixa, por outro lado compromete a retomada da economia.

Nos Estados Unidos, se aproxima o momento de o Federal Reserve (Fed), banco central americano, começar também por lá a subida dos juros. O que também impacta o Brasil, porque o capital estrangeiro tende a migrar para o tesouro americano, considerado o ativo mais seguro do mundo.

Não bastasse, há ainda certa preocupação com a possibilidade de novas ondas de Covid.

E mais tensões com o conflito na Ucrânia, colocando membros da Otan contra a Rússia, no que já há quem chame de possível “terceira guerra mundial”.

A boa notícia, como afirma Aline Cardoso, head da EQI Research, é que tem muita oportunidade no mercado. “A notícia ruim é que o cenário está bastante conturbado mesmo”, ela diz.

Para te ajudar na missão de alocar corretamente seus ativos neste ano, a EQI Investimentos lança o e-book “Os melhores investimentos para 2022”.

 

Projeções para 2022

A EQI Research trabalha com um cenário-base para Brasil e mais dois cenários alternativos.

Aline explica que o país deve entrar em recessão este ano, com crescimento zero, voltando a crescer cerca de 2% apenas em 2023.

“O cenário mais provável (65%) política e economicamente é que o discurso de responsabilidade fiscal vai paulatinamente sendo abandonado. As propostas que vemos dos principais candidatos são cada vez mais populistas, em busca da vantagem eleitoral. Dessa forma, ocorrem impactos fiscais que vão levando à perda da confiança e a uma piora das expectativas de forma geral”, ela explica.

Isso seria positivo para juros pós-fixados, exportadoras, bancos e ações defensivas.

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Cenários alternativos para o Brasil

O primeiro cenário alternativo ela chama de “destruição fiscal” e tem 25% de chance de acontecer. Haveria uma piora no cenário fiscal, com estouro do teto de gastos por qualquer um dos dois principais candidatos.

Isso seria positivo para pré-fixados, ações defensivas e exportadoras. E negativo para Ibovespa (especialmente estatais), small caps e consumo discricionário e juros prefixados.

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Já o cenário três, nomeado “Príncipe Encantado” traria um candidato da terceira, com discurso mais racional e pró-mercado como diferencial eleitoral.

A EQI vê essa alternativa com probabilidade de 10% de acontecer. Nesse caso, os analistas avaliam que o Ibovespa, especialmente small caps, consumo discricionário e bancos, e juros prefixados poderiam ser beneficiados. Por outro lado, os juros pós-fixados, exportadoras e ações defensivas não seriam tão favorecidos nesse contexto.

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Projeções para os EUA

Já para o Estados Unidos, a projeção predominante é de que a economia americana esteja em um fim de ciclo de juros em baixa, que foi bastante longo por lá.

A expectativa é que a alta comece já em março, com pelo menos 0,25 ponto porcentual e aconteçam de quatro a cinco altas sequenciais ainda este ano, explica Aline.

“Isso vai levar a um desaquecimento da economia. A grande dúvida é saber se o ‘pouso’ do Fed será suave ou forçado. Ou seja, se o banco central americano vai conseguir subir juros e desacelerar o crescimento sem que o país entre em recessão. Ou o contrário, com Fed subindo tanto os juros a ponto de colocar o país em recessão”, ela afirma.

“Para a EQI Research, há 60% de chance do soft landing, pouso suave, acontecer”, conclui.

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Onde investir em 2022: Estratégia Barbell

Aline Cardoso recomenda aos investidores apostarem na Estratégia Barbell, que é uma forma de fazer gerenciamento de risco da carteira de investimentos que segue a regra dos 80/20. Isto é: 80% do patrimônio fica alocado em ativos seguros e conservados, como Tesouro Direto, e 20% em ativos mais agressivos.

“Acreditamos que a melhor estratégia é seguir uma carteira “Barbell”. A estratégia foi criada por Nassim Taleb e sua principal característica é selecionar ativos que estão nas extremidades dos aspectos de risco (os mais conservadores e os mais agressivos) e ignorar os ativos de risco moderado. Como ativos conservadores podemos citar títulos pós-fixados, ações de exportadoras e ações de transmissão de energia. E do lado agressivo, podemos citar ações de estatais e small caps, por exemplo. Desta maneira, o investidor conseguiria mitigar seu risco e ainda estar exposto ao upside, caso o resultado das eleições seja positivo”, ela explica.

Onde investir em 2022: Como se proteger em um ano conturbado?

Denys Wiese, head de renda fixa da EQI Investimentos, explica que para o investidor não gastar tempo tentando adivinhar para onde vai o mercado em um ano tão conturbado, o melhor a fazer é uma correta alocação dos ativos.

“O ano está cheio de problemas, fiscais, internacionais, ano eleitoral… O que temos de certeza é que 2022 será um grande sobe e desce para os investimentos. Então, temos que montar uma carteira que aguente qualquer cenário, seja ele o mais otimista ou o mais pessimista”, diz.

A estratégia de alocação parte do princípio que você não sabe qual investimento vai ter rendimento maior no ano. Mas você “divide” o patrimônio, de forma que haja um equilíbrio e que o investimento que render mais compense o que render menos na carteira. Sempre respeitando seu perfil de investidor – conservador, moderado ou sofisticado (arrojado).

“Não existe o melhor investimento, existe o que teve melhor rendimento em determinado ano. O que é importante, então? É colocar um pouco do nosso dinheiro em cada uma das ‘caixinhas’ (modalidades de investimento), sabendo que algumas vão subir e outras vão cair. Mas existem pesos e contrapesos. Quando uma classe vai muito bem, outra vai mal. Não tem como acertar tudo”, afirma Wiese. 

Você pode acompanhar o vai-e-vem dos investimentos, por ordem de rentabilidade nos últimos 11 anos, na tabela abaixo – o que confirma que adivinhar qual será o melhor investimento é impossível. Na imagem, RF se refere a Renda fixa; Ações Br ao Ibovespa; SMLL a Small Caps; MM, fundos multimercado; IFIX, Índice de Fundos Imobiliários; e S&P 500, ações internacionais. 

melhores investimentos

Além de montar uma carteira com boa alocação e de acordo com o perfil do investidor, é preciso fazer rebalanceamentos de tempos em tempos.

O rebalanceamento é a técnica de investimentos que reestabelece os percentuais antigos, depois de grandes distorções.

Por exemplo: imagine que você investiu 10% do seu patrimônio em ações e, em dado momento, as ações caíram muito, 50% para ser exato. Então, a partir daí, as ações passam a responder por 5% do patrimônio. A técnica do rebalanceamento diz que você deve vender alguns investimentos que não caíram e investir novamente em ações, de modo a voltar aos 10% originais.

O oposto também é verdadeiro: se as ações subiram muito, é preciso vender parte delas para ficar com porcentagem correspondente à estratégia desenhada de acordo com o perfil.

Confira a recomendação da EQI Investimentos para estratégia de alocação de acordo com cada perfil de investidor.

  • Confira no vídeo abaixo a live “Decisões inteligentes: Invista melhor este ano”, com Aline Cardoso, head da EQI Research, e Denys Wiese, head de renda fixa da EQI Investimentos

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