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Como investir com Selic mantida em 13,75%?

Como investir com Selic mantida em 13,75%?

Claudia Zucare

Claudia Zucare

22 Set 2022 às 08:46 · Última atualização: 22 Set 2022 · 5 min leitura

Claudia Zucare

22 Set 2022 às 08:46 · 5 min leitura
Última atualização: 22 Set 2022

foto de homem fazendo cálculo na calculadora

Reprodução/Freepik

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu manter a taxa de juros em 13,75% ao ano, na reunião finalizada na noite de quarta-feira (21).

Com isso, praticamente deu por encerrado o ciclo de aperto monetário, mas não deixou de sinalizar que segue acompanhando a inflação e que, se preciso for, retomará a escalada que elevou a Selic do piso de 2% para 13,75% – em um período que se estendeu de março de 2021 a setembro de 2002, ou seja, uma alta de 11,75% de juros em 1 ano e meio.

As atenções, agora, seguem no cenário global, já que os bancos centrais de todo o mundo vivem um ciclo de enxugamento de liquidez.

O Federal Reserve (Fed), banco central americano, em particular, interessa ao Brasil, já que, se os juros subirem muito por lá, acabarão por afetar o câmbio e, consequentemente, a inflação por aqui, pressionando o Copom por mais altas para controlar os preços.  

Mas, diante deste novo cenário, como investir com Selic mantida em 13,75%?

Na visão de Denys Wiese, head de renda fixa da EQI Investimentos, o momento se revela muito bom, tanto para renda fixa quanto para renda variável. Acompanhe.

Como fica a renda fixa com a Selic mantida em 13,75%?

Com a manutenção da taxa Selic em 13,75% e a sinalização de fim de ciclo, os títulos pós-fixados vivem seu pico de rentabilidade.

“Eles não vão render mais do que estão rendendo agora”, resume Wiese.

“É muito provável que a Selic fique neste patamar alto ainda por um bom tempo, até porque os EUA e a Europa estão elevando juros. Nossa expectativa é que a taxa de juros só comece a cair a partir de junho do ano que vem. Então, a gente vai ver os pós-fixados rendendo muito bem por um tempo. E, depois, o rendimento vai cair”, explica.

Ele aponta que os pós-fixados com vencimento em até um ano são os investimentos em renda fixa que mais vão render no curto prazo.

Já os pré-fixados dependem dos juros futuros. “Quando o mercado está estressado é que se consegue os melhores títulos. Nos momentos mais calmos, ficam menos bons”, ele diz.

Pois bem, os juros futuros dos pré-fixados já caíram e se encontram em torno de 12% ao ano, mas ainda assim são um bom negócio, pensando no médio e longo prazo.

“Se a gente comprar pré-fixados hoje, de início, eles vão render menos do que os pós-fixados. No entanto, é preciso observar que estamos pré-fixando em uma Selic alta e que, daqui a um ano, não estará mais nesse patamar. Na EQI, a gente gosta bastante dos pré-fixados”, analisa.

Já os títulos atrelados à inflação, os IPCA+, têm seu melhor momento de compra quando os juros reais (descontada a inflação) estão estressados.

“Os juros reais já estiveram mais estressados, agora estão menos. Mas, ainda assim, encontramos bons papéis pagando IPCA+ 8% ou IPCA+ 7%, que são bons negócios também”, diz Wiese.

No entanto, ele observa, é preciso atentar para o fato de que o IPCA (inflação oficial do país) tende a render menos dentro de 6 meses ou 1 ano, justamente pelo efeito dos juros elevados. “Estimamos IPCA em 5,3% em um ano”.

Para Denys Wiese, o momento é aproveitar as oportunidades e fazer um mix entre pré, pós e IPCA+. “Eu diria que vivemos o último melhor momento para comprar renda fixa”, enfatiza.

Como fica a renda variável com a Selic mantida em 13,75%?

O fim do ciclo de aperto monetário é um bom indicativo para a renda variável. “As ações e os fundos imobiliários começam a ganhar atratividade quando os juros começam a cair novamente”, ele ensina.

“O que temos agora é um fim de ciclo, ou seja, já sabemos que esses investimentos não têm mais gatilhos para piorar. Daqui para a frente, vão só melhorar, se olharmos apenas para a taxa de juros. Logicamente, existem outros fatores que influenciam, mas, pela Selic, agora eles só melhoram”, resume.

Ele finaliza afirmando que o momento é muito favorável aos investimentos, porque o Brasil está na frente da curva de juros comparativamente a outros países e o mercado está otimista com a macroeconomia e o ciclo atual.

Confira, abaixo, o áudio de Denys Wiese.

Por que a Selic impacta os seus investimentos?

A taxa básica de juros é o principal instrumento de política monetária utilizado pelos bancos centrais para controlar a inflação.

Quando o banco central reduz a taxa de juros, a tendência é que o crédito fique mais barato. O que incentiva a produção e o consumo, mas reduz o controle da inflação.

Em sentido contrário, quando aumenta a taxa básica de juros, seu objetivo é conter a demanda aquecida. Isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Para o investidor, a taxa de juros deve ser um norte para montar uma boa carteira de investimento. Com a taxa de juros baixa, os rendimentos da renda fixa deixam de ser tão atrativos e dão espaço para a renda variável.

Neste contexto, o mercado de ações ganha destaque, assim como os fundos imobiliários (FIIs).

Em sentido contrário, quando a Selic sobe, a renda fixa volta a ficar mais atraente.

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