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Como a subida de juros nos EUA interfere na economia brasileira? Descubra!

Como a subida de juros nos EUA interfere na economia brasileira? Descubra!

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

04 Mai 2022 às 17:30 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

04 Mai 2022 às 17:30 · 6 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

subida de juros nos EUA: ilustração com cifrão como globo terrestre e dólares voando

Reprodução/Pixabay

Depois do fim da pandemia, diversos estragos ficaram presentes nas economias dos países. Nesse momento de “arrumar” a casa, várias medidas econômicas são necessárias e uma delas é a subida de juros nos EUA.

Mas como a elevação nos EUA afeta o Brasil? É isso que este artigo busca responder.

Permaneça na leitura e fique sabendo de tudo a esse respeito!

Subida de juros nos EUA: como foi o passado recente no mundo?

Não é novidade para ninguém que o mundo passou por momentos difíceis por ocorrência de uma forte pandemia.

Todos os países se viram obrigados a tomar medidas enérgicas e o mundo sentiu as consequências econômicas com a interrupção das cadeias de fornecimento globais.

Portos foram fechados com a esperança de conter o avanço da pandemia. Com isso, impediu-se que produtos básicos e beneficiados chegassem a seu destino. Isso provocou uma enorme carência de produtos.

Como a lei de oferta e demanda dita as regras do mercado, naturalmente houve impactos significativos para todos. Em um primeiro momento não se teve muito o que fazer além de absorver as consequências.

Passado o primeiro momento, chegou a hora de tomar decisões para reparar os estragos feitos. E isso também afeta todos os países, já que vivemos em um mundo interconectado em diversos aspectos.

Qual foi a influência da pandemia sobre a economia dos países?

Conforme dito, a interrupção do fornecimento de produtos de um país para o outro trouxe consequências severas para as economias das nações.

O impacto direto mais contundente foi o aumento da inflação, pois houve uma diminuição drástica da maioria dos produtos.

Com menos itens a disposição, o preço aumentou de modo considerável. Não houve o que fazer de imediato, pois os maiores esforços estavam concentrados no combate à pandemia.

E para piorar a situação, a renda das famílias caiu bastante. Em diversos casos, ela foi a zero e o número de pessoas que passaram a integrar a população que passa fome aumentou.

Talvez essa tenha sido a pior consequência de fechar tudo, o famoso lockdown.

No Brasil, tivemos diversas medidas para conter o avanço do desemprego. Elas surtiram efeitos e a prova disso é que fomos um dos países com menos retração do PIB, ao lado da Alemanha.

Passada a pior fase, chegou o momento de reestruturar a política econômica. E o maior país do mundo economicamente falando também tomou suas providências.

Por que os EUA iniciaram um ciclo de alta na taxa de juros?

O impacto mais evidente com todo o problema causado pela pandemia foi a elevação de preços, causado logicamente pela diminuição da oferta.

Ou seja, todos os países experimentaram um aumento de sua inflação. Proporcionalmente, todas as nações sofreram com essa alta e é necessário intervenção indireta dos governos para que a situação não se descontrole.

No Brasil, a elevação nas taxas de juros teve início em março de 2021, após a Selic permanecer em sua mínima histórica por 7 meses.

Essa é uma medida costumeira nos países com a inflação em alta. Quando a taxa básica de juros é elevada, o custo do crédito fica mais alto. Isso quer dizer que as compras feitas em médio e longo prazo se tornam mais onerosa.

Comprar uma geladeira em 18 prestações ou adquirir um carro financiado passa a ser bem mais caro.

Com isso, o consumo é desestimulado e, pela mesma lei da oferta e demanda, os preços tendem a baixar. Isso reduz o nível da inflação.

Foi com esse mesmo objetivo que os Estados Unidos elevaram sua taxa básica de juros em 0,25% no último dia 16 de março de 2022. E devem subir em mais 0,5% nesta quarta-feira (4).

Como a subida de juros nos EUA interfere na economia brasileira?

Os Estados Unidos são a maior potência econômica do planeta. Qualquer decisão que por lá seja tomada reflete nos mercados globais e não poderia ser diferente com o Brasil.

O ponto inicial de toda essa movimentação é que o governo norte-americano é dono dos títulos considerados mais seguros do mundo. A última coisa que o grande capital esperaria desse país seria um calote.

Assim, quando há o anúncio do aumento da taxa de juros pelo Fed (o Banco Central dos EUA), há uma tendência que mais investidores aportem seu dinheiro lá.

Principalmente se existe uma inclinação para um ciclo de aumento na taxa de juros, como acontece agora. Espera-se que esse nível atinja entre 1% e 2% ao ano.

Nesse sentido, o Brasil pode ser afetado diretamente pela fuga de capital. Aplicações financeiras que aqui estão podem ser sacadas e redirecionadas para a terra do tio Sam.

Como iniciamos nossa elevação da Selic bem antes dos EUA e seu valor é mais alto, isso atrai investidores. Além disso, nossa bolsa está com ótimos ativos a preços descontados.

Denys Wiese, economista e head de renda fixa da EQI Investimentos, explica que, por mais que os juros nos EUA estejam ainda baixos comparados ao do Brasil, a tendência é que por lá eles aumentem mais. Ao passo que, por aqui, eles devem ser reduzidos – o Focus já aponta Selic a 9% em 2023 e a 7,50% em 2024. E encarar o risco Brasil com a diferença de juros se estreitando passa a ser interessante para poucos.

Vale lembrar que poucos mercados são páreos para os títulos soberanos norte-americanos.

Fed: foto do prédio do Federal Reserve

Quais são as expectativas para o futuro?

O futuro a Deus pertence, não há como saber exatamente o que acontecerá. No entanto, pode-se ter expectativas, isso é plenamente razoável.

Nesse sentido, pode ser que a fuga de capital do Brasil não seja tão expressiva como já foi anos atrás, em movimentações desse tipo. E uma das razões é a recente deflagração da guerra entre Rússia e Ucrânia.

O capital alocado em países emergentes precisou abandonar a zona de guerra. E entre essas nações, o Brasil se apresenta como grande atrativo.

Uma das razões é a alta taxa de juros. O Brasil não tem histórico de calote e isso joga a nosso favor.

Outro ponto são as empresas de commodities. Elas estão puxando a bolsa brasileira para cima, já que esses produtos passam por um ciclo de alta em seus preços.

Assim, podemos passar por essa elevação da taxa de juros americana com um desempenho melhor do que diversos países ao redor do globo. Mas não é possível afirmar com absoluta certeza. Observemos.

  • Quer entender melhor como a subida de juros nos EUA impacta os seus investimentos? Então preencha este formulário que um assessor da EQI Investimentos entrará em contato para apresentar as aplicações disponíveis!
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