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BTCR11: FII mais recomendado de agosto; conheça mais sobre o fundo que possui lastro em papéis de dívida imobiliária

BTCR11: FII mais recomendado de agosto; conheça mais sobre o fundo que possui lastro em papéis de dívida imobiliária

Redação EuQueroInvestir

Redação EuQueroInvestir

01 Ago 2022 às 14:40 · Última atualização: 01 Ago 2022 · 6 min leitura

Redação EuQueroInvestir

01 Ago 2022 às 14:40 · 6 min leitura
Última atualização: 01 Ago 2022

BTCR11

Pixabay

Um fundo com lastro principalmente em papéis de dívida imobiliária vem chamando atenção do mercado. Trata-se do BTCR11, um fundo de papel que investe majoritariamente em certificados de recebíveis imobiliários.

Ele é o FII mais recomendado na carteira de agosto do BTG Pactual (BPAC11), divulgada nesta segunda-feira (1).

Este artigo esmiúça melhor todas as características desse fundo. Ao ler o texto, você verá uma breve descrição do BTCR11, entenderá seus principais fatores e conhecerá seu histórico de cotação e proventos.

Por fim, verá o resultado de uma simulação que considera um investimento de R$ 50 mil no período de um ano.

Descrição

O BTCR11 tem o nome de BTG Pactual Crédito Imobiliário. Sua constituição se deu em fevereiro de 2018 com o lançamento inicial de suas cotas em maio do mesmo ano.

O alvo do investimento do patrimônio do fundo são títulos de dívidas imobiliárias. Dessa forma, trata-se de um fundo imobiliário de papel, já que a aplicação de recursos não se dá diretamente em imóveis físicos.

O principal papel que o BTCR11 investe são os certificados de recebíveis imobiliários, ou simplesmente CRI.

Eles são títulos oriundos de uma operação de securitização, na qual os aluguéis que seriam recebidos no futuro são “empacotados” em um título de dívida e trazidos a valor presente.

Assim é possível negociá-los no mercado financeiro em troca do pagamento de juros aos investidores.

O BTCR11 é um fundo do tipo gestão ativa segunda a ANBIMA. Ainda segundo o órgão, é classificado como sendo do segmento de títulos e valores mobiliários.

Atualmente, o valor total de seu patrimônio é de pouco mais de R$ 464 milhões, um número relativamente pequeno para a indústria de fundos imobiliários. No entanto, é expressivo se contarmos o tempo de existência do BTCR11.

O número total de cotistas gira em torno da casa quase 12 mil membros. A representatividade do fundo no IFIX é de 0,43%.

Características

Conforme já explicitado, o alvo principal dos investimentos do BTCR11 são os certificados de recebíveis imobiliários, CRIs. Mas isso não exclui a aplicação em outros papéis de dívidas imobiliárias também.

É possível que o fundo invista seus recursos em cédulas de crédito bancário, contratos de financiamento ou de compra e venda de imóveis.

Existe ainda a possibilidade de investir em locação atípica, debêntures e built to suit, por exemplo. Tudo isto é previsto em seu regulamento, no artigo 4°.

Vale ressaltar que também é uma orientação do fundo a realização do investimento em ativos que acompanhem a taxa DI em pelo menos 100% de seu valor, garantindo assim uma boa rentabilidade aos cotistas.

A administração do fundo é feita por conta do BTG Pactual Serviços Financeiros DTVM. É uma distribuidora de valores com sede na cidade do Rio de Janeiro.

Em relação aos custos, o BTCR11 cobra 0,20% ao ano de taxa de administração de seus cotistas, calculado sobre o valor do patrimônio mensal. O pagamento não pode ser inferior a R$ 12.500,00 mensais, corrigidos pelo IGP-M.

Além disso, também há cobrança de 0,80% ao ano a título de gestão, também calculado sobre o valor patrimonial do fundo. O mínimo nesse caso, é de R$ 27.500,00 mensais.

Já a distribuição de lucros se dá em valor não inferior a 95% dos resultados auferidos pelo fundo. O pagamento dos dividendos ocorre até o dia 10 do mês subsequente à apuração dos resultados.

Histórico de cotação

O valor inicial de lançamento das cotas do BTCR11 foi de R$ 100,00. Logo em sua estreia, houve forte valorização de 15% e, em alguns pregões, o fechamento se deu em R$ 115,00.

No entanto esse patamar não se sustentou, principalmente por ocorrência da crise da pandemia. Isso fez com que a cota alcançasse valores próximos a R$ 76,00 no auge da crise. Isso foi em março de 2020.

Mas a fase ruim também não foi para sempre. Logo iniciou uma escalada de recuperação que se deu ao longo do tempo e dura até hoje. Saindo do fundo de R$ 76,00, a cota é negociada hoje a valores que rondam os R$ 95,00.

É assim que no período de 12 meses é registrada uma valorização em torno de 4,5%. Se considerarmos os períodos de turbulência recente no mercado, é um resultado bastante positivo, indicando uma estabilidade.

Dividendos

O BTCR11 é um grande pagador de dividendos, isso não se pode negar. Quando olhamos seu histórico recente, é possível perceber isso.

Desde julho de 2020, todos os pagamentos de dividendos têm sido superiores ao mês imediatamente anterior, até alcançar o pico atual do mês passado (que ainda pode ser superado, quem sabe…).

Somente em abril de 2022, por exemplo, o dividend yield (DY) foi de 1,33%, um número altamente expressivo. Em termos financeiros, isso se traduziu em um pagamento de R$ 1,28, o maior de toda a história do fundo.

Já no período trimestral, o DY alcançou a marca de 3,78%, com R$ 3,63. Em seis meses, o acumulado chegou a R$ 6,49, indicando um DY de 6,77%.

Quando olhamos o período fechado de um ano, 12 meses, o pagamento de dividendos perfaz um total de R$ 10,97 e isso resulta em um DY de 11,43%.

Em todo o tempo de existência recente do fundo, já foram pagos mais de 30% comparados ao valor de sua cota. Somados, todos esses pagamentos resultam em um valor total de R$ 28,97.

Simulação

Na simulação de investimento, o BTCR11 também é um destaque. O cenário é composto de uma aplicação de R$ 50 mil em um horizonte de tempo que considera os 12 meses que se passaram.

O resultado é impressionante: nesse período, o capital total em rendimentos totalizou nada menos que R$ 57.297,21. Isso representa um percentual de valorização de mais de 14% em apenas um ano.

Para se ter uma ideia desse potencial, se os mesmos R$ 50 mil fossem aplicados na poupança, o resultado seria de apenas R$ 51.443,14.

Todo o montante resultante da aplicação no BTCR11 é proveniente de valorização da cota mais o recebimento de dividendos. O primeiro resultou em um aumento do patrimônio em R$ 1.443,14.

Já o recebimento de dividendos (que são isentos do pagamento de imposto de renda) representaram a soma de R$ 5.854,07.

Vale lembrar que, caso esses proventos forem reinvestidos no próprio fundo, o resultado do rendimento será ainda mais potencializado.

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