O Fed (Federal Reserve, o banco central americano) divulgou nesta quarta-feira (5) a ata do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês, formado por dirigentes da instituição).
Dirigentes do Fed afirmam que pode ser preciso elevar juros mais cedo e a um ritmo mais rápido do esperado, considerando especialmente as perspectivas para inflação e emprego.
Com inflação elevada por mais tempo que o previsto, termo “transitória” foi removido. Desequilíbrios entre oferta e demanda seguiram contribuindo para inflação alta.
Membros afirmaram ainda que vários indicadores sugerem pressões inflacionárias mais disseminadas.
Além disso, dirigentes do Fed destacaram que poderia ser apropriado começar a diminuir o tamanho do balanço patrimonial da instituição relativamente logo depois do começo do aumento da taxa de juros.
Emprego e atividade econômica
Os membros do Fomc afirmaram que o crescimento robusto nos EUA deve persistir ao longo de 2022. No entanto, gargalos na cadeia e emprego seguem limitando oferta ante forte demanda
Conforme a ata, desafios em suprimentos e emprego demorarão mais para se resolver do que o previsto.
Segundo a ata, o progresso em vacinação deu suporte à melhora de atividade e emprego. Setores mais afetados pela pandemia melhoraram nos últimos meses, mas seguem afetados.
Adicionalmente, os integrantes informaram que criação de empregos foi sólida nos últimos meses e desemprego caiu substancialmente.
Alguns dirigentes notaram aumentos salariais por conta da mão de obra escassa.
Para os membros do Fomc, atividade depende da evolução da pandemia e risco por novas cepas permanece. Melhora em gargalos suportará ganhos em atividade, emprego e redução da inflação.
Reação do mercado
Após à ata do Fed o S&P 500 cai 1,14%, o Nasdaq tem baixa 2,29% e Dow Jones recua 0,46%.
Já o Ibovespa opera aos 101.601,27 pontos, queda de 1,87%.
No câmbio, o dólar tem alta de 0,24%, para R$ 5,703.