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Ata do Copom sinaliza nova alta da Selic em junho, “de menor magnitude”

Ata do Copom sinaliza nova alta da Selic em junho, “de menor magnitude”

Redação EuQueroInvestir

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10 Mai 2022 às 11:12 · Última atualização: 24 Jun 2022 · 3 min leitura

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10 Mai 2022 às 11:12 · 3 min leitura
Última atualização: 24 Jun 2022

Sleic: Coopom sinaliza que haverá nova alta em junho - Imagem do Edifício-Sede do Banco Central em Brasília

Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) deve manter a trajetória de alta da Selic (taxa básica de juros) em sua próxima reunião, que será realizada nos dias 14 e 15 de junho, com um aumento provável de 0,5 ponto percentual. A sinalização está na ata liberada nesta terça-feira (10) no site do BC, que conta os detalhes da reunião da semana passada, que aumentou a Selic em 1 p. p., para 12,75%.

“Para a próxima reunião, o Comitê antevê como provável uma extensão do ciclo com um ajuste de menor magnitude”, afirma o texto em sua parte conclusiva. “O Copom considera que, diante de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, é apropriado que o ciclo de aperto monetário continue avançando significativamente em território ainda mais contracionista. O Comitê enfatiza que irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas.”

O texto diz ainda que os membros do Comitê consideram a estratégia de expandir a alta dos juros como “a mais adequada para garantir a convergência da inflação ao longo do horizonte relevante, assim como a ancoragem das expectativas de prazos mais longos, ao mesmo tempo que reflete o aperto monetário já empreendido, reforça a postura de cautela da política monetária e ressalta a incerteza do cenário”.

Análise do especialista sobre a alta da Selic

Stephan Kautz, economista-chefe da EQI Asset, já estimava uma sequência de alta de 0,5 pp para junho desde a decisão inicial do Copom.

“O Banco Central sinalizou um cenário em que um grande pedaço do ajuste monetário que foi feito até agora ainda não entrou na economia. Os prazos de transmissão das altas de juros para a economia são longos e isso significa que as altas não tiveram impacto completo ainda, o que deve acontecer nos próximos trimestres, inclusive com uma intensidade grande em 2023”, explica.

Sinalização anterior

A nova alta confirma uma mudança de trajetória calculada pelo mercado, diante da persistente pressão inflacionária. Na reunião de março, o Copom havia registrado que a alta do mês de maio seria a último de um ciclo de elevação que vem desde o ano passado.

O problema é que os índices de inflação não vêm colaborando. O IPCA de março foi de 1,62%, o maior para o mês desde 1994, e o IPCA-15 de abril, prévia do índice, chegou a 1,75%.

O próprio presidente do BC, Roberto Campos Neto, admitiu sua surpresa com os índices e indicou que poderia haver uma “mudança de rota”, enquanto o assessor de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou que a redução da inflação se daria “a partir de maio” e que o ministério está de acordo com todas essas medidas.

No último Boletim Focus do BC, que reúne as principais estimativas do mercado financeiro, a previsão é de que o índice seja elevado a 13,25%.

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