A Vulcabras (VULC3) lucrou R$ 144 milhões em base recorrente no 2º trimestre de 2026, praticamente o mesmo patamar de um ano antes, e as ações sobem 0,5% em reação ao anúncio.
A receita líquida somou R$ 995 milhões, alta de 11%, com volumes 4% maiores. Calçados esportivos, a principal linha, cresceram 13%, para R$ 860 milhões, enquanto vestuário e acessórios recuaram 7%.
As vendas domésticas avançaram 13% e responderam por 98% do total, mais do que compensando a queda de 43% do mercado externo, puxada pela Argentina. O comércio eletrônico subiu 16% e chegou a 15,4% das vendas.
“Apesar do fluxo de clientes mais fraco durante a Copa do Mundo e da forte concorrência persistente, a companhia sustentou crescimento de dois dígitos”, escreveram Danniela Eiger, Pedro Cavarina e Laryssa Sumer, analistas da XP.
Petróleo e absenteísmo pressionam a margem
A margem bruta recuou 0,4 ponto percentual, para 40,4%, pressionada por matérias-primas, embalagens e frete ligados aos derivados de petróleo. O aumento do absenteísmo durante a Copa do Mundo e as festas juninas levou a companhia a contratar mão de obra terceirizada.
“A pressão sobre as margens é amplamente impulsionada por fatores externos, sem mudanças estruturais na tese, o que nos leva a manter nossa recomendação de compra”, apontaram Eiger, Cavarina e Sumer.
O Ebitda recorrente alcançou R$ 209 milhões, alta de 9%, com margem de 21% e retração de 0,3 ponto percentual. O fluxo de caixa livre foi positivo em R$ 110 milhões, com o ciclo de caixa 10 dias menor, puxado por recebíveis e fornecedores.
“Os resultados reforçam o desempenho operacional resiliente, com crescimento saudável de receita, expansão consistente de volumes e compressão limitada da margem recorrente”, escreveram Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon, analistas do BTG Pactual.
Recompra de até 15 milhões de ações
A dívida líquida caiu para R$ 577 milhões, ante R$ 659 milhões no trimestre anterior, com alavancagem estável em 0,7 vez o Ebitda. O capex recuou 49%, para R$ 34 milhões, e o conselho aprovou recompra de até 15 milhões de papéis em 18 meses.
“A Mizuno segue ampliando sua presença multiesporte e a Under Armour fortalece seu posicionamento em corrida de performance”, observaram Guanais, Cesquim e Cendon.
“Com a ação negociada a 7 vezes o lucro de 2026, mantemos nossa recomendação de compra em Vulcabras”, calcularam os analistas do BTG Pactual.






