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Volatilidade eleitoral pede carteira de ações “equilibrada”, diz Safra

Volatilidade eleitoral pede carteira de ações “equilibrada”, diz Safra

Bradesco tem peso reduzido na carteira, mas segue na seleção apoiado na melhora de rentabilidade e desconto de P/L frente ao setor

O Banco Safra manteve sua carteira Top 10 Ações inalterada para julho de 2026, optando por estabilidade diante de um cenário de cortes graduais de juros e maior volatilidade associada ao ciclo eleitoral.

Acreditamos que a melhor forma de posicionamento seja por meio de uma carteira equilibrada, com exposição a empresas com elevada liquidez, alavancagem controlada, boa capacidade de pagamento de dividendos e menor dependência do consumo doméstico“, justificou o banco em seu relatório mensal.

A única alteração de peso foi a redução da participação do Bradesco (BBDC4) na carteira. O banco paulista segue na seleção, mas com peso menor, apoiado na melhora contínua de rentabilidade, no desconto de P/L em relação ao setor e em dividend yield superior a 8% para 2026. Nos demais papéis, o Safra manteve todas as posições anteriores sem modificações.

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Itaú
(Imagem: Leonardo AI)

Financeiro e consumo doméstico com destaque defensivo

Itaúsa (ITSA4) e Porto (PSSA3) permanecem como pilares do setor financeiro na carteira.

“Vemos o Itaú como o nome de maior qualidade dentro do setor bancário, por conta de sua maior resiliência em meio a ciclos monetários mais apertados e sua capacidade de inovar”, afirma o Safra sobre a holding.

A Porto, por sua vez, é destacada pelo crescimento simultâneo no seguro auto, na Porto Saúde e no PortoBank, com sinistralidade controlada e valuation atrativo.

No segmento de shoppings, a Multiplan (MULT3) é mantida como principal beneficiária da reforma tributária, dada sua elevada exposição a PIS/Cofins no regime atual e o potencial de captura de créditos relevantes no novo modelo de IVA.

A Direcional (DIRR3) completa o bloco de consumo doméstico, beneficiada pelo dinamismo do programa MCMV e pela capacidade de controle de custos que reduz o impacto da inflação da construção em relação às pares do setor.

Vale
(Imagem: Divulgação/ Vale)

Commodities, infraestrutura e energia com perfil defensivo

Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) seguem como âncoras de commodities da carteira. A estatal de petróleo é mantida pelo valuation descontado frente a pares internacionais e pela resiliência dos dividendos mesmo em cenário de queda do Brent.

“A Vale tende a se beneficiar em um cenário de retomada de fluxos para países emergentes, além de apresentar menor exposição ao preço do diesel e ao frete marítimo do que seus pares”, destaca o Safra, que também cita o preço do minério de ferro sustentado próximo a US$ 100 por tonelada.

Copel (CPLE3) e Equatorial (EQTL3) representam o bloco de utilities, com TIRs reais de 10,5% e 12,6% ao ano, respectivamente — esta última acima da média histórica e setorial, configurando oportunidade de entrada após desempenho abaixo do setor.

A Motiva (MOTV3) fecha a carteira como aposta em infraestrutura, bem capitalizada após a venda do segmento de aeroportos e posicionada para participar do pipeline de leilões.

“A empresa possui portfólio amplo e maduro, com desempenho operacional estável, e também é beneficiada pelo ciclo de corte de juros, dada a dinâmica do setor”, conclui o banco.

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