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Veja o plano de ação da Base, a nova bolsa brasileira

Veja o plano de ação da Base, a nova bolsa brasileira

Nova bolsa mira início de operações no segundo semestre de 2027, ainda sujeita à conclusão dos testes de clearing no Banco Central

A BASE Exchange, nova bolsa brasileira que busca competir com a B3 ($B3SA3), anunciou uma transição de liderança enquanto se aproxima das etapas finais do processo de aprovação regulatória.

Claudio Pracownik deixará o cargo de CEO para integrar o Conselho de Administração da companhia, e Francisco Gurgel — fundador tanto da Flowa Technologies quanto da própria BASE — assumirá o comando executivo.

Pracownik se muda para Dubai para liderar uma empresa cujo cliente é a Mubadala, principal acionista da BASE, mas permanecerá envolvido na estratégia de longo prazo da bolsa por meio de seu assento no conselho.

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Mudança no comando com olho no longo prazo

A transição ocorre em momento delicado, com a BASE ainda aguardando aprovações regulatórias do Banco Central e da CVM para iniciar suas operações. A companhia está na fase de testes de clearing do Banco Central, descrita pela gestão como a etapa final do processo regulatório.

Na CVM, os testes técnicos já foram concluídos e o processo aguarda deliberação do colegiado do regulador. Vale notar que a data estimada de lançamento da BASE foi postergada ao longo do tempo, refletindo atrasos no processo regulatório e os desafios operacionais e comerciais de trazer uma nova plataforma de bolsa e clearing ao mercado.

Meta de lançamento no segundo semestre de 2027

Com a nova liderança, a BASE mantém como meta o início das operações no segundo semestre de 2027, condicionado à conclusão das etapas regulatórias restantes.

Para viabilizar o cronograma, a companhia planeja publicar um plano de prontidão operacional no segundo semestre de 2026, voltado para a conexão de corretoras, bancos e outros participantes de mercado aos seus sistemas.

O plano deve incluir portal de participantes, documentação regulatória, workshops técnicos, cronograma de homologação e ambiente de certificação para testes.

Integração de corretoras pode levar até 18 meses

Um dos principais desafios operacionais da BASE é o prazo de integração das corretoras, estimado entre nove e dezoito meses. A gestão pretende iniciar esse processo antes mesmo de receber a aprovação regulatória final, reconhecendo que a prontidão de execução é fator crítico para a data efetiva de lançamento.

A BASE se beneficia do ecossistema já existente da Flowa junto a corretoras e gestoras de ativos — a gestão estima que cerca de 8% dos volumes de renda variável da B3 já passam pela infraestrutura da Flowa, o que pode facilitar o onboarding dos participantes.

Posicionamento competitivo e financiamento

No campo financeiro, a gestão vê risco limitado de funding, apoiada na geração de caixa da Flowa e no suporte da Mubadala. O foco inicial da BASE permanece em renda variável, com derivativos e outros produtos como opcionalidade de longo prazo.