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Vivo: Veja por que o Bank of America cortou o preço-alvo

Vivo: Veja por que o Bank of America cortou o preço-alvo

Pressão de custos, menor geração de margem e venda de ativos de concessão pesam nas novas estimativas

O Bank of America reduziu o preço-alvo das ações da Vivo (VIVT3) de R$ 41 para R$ 39 – e de US$ 15 para US$ 14 nos ADRs – e reiterou a recomendação de underperform (equivalente a venda) após o resultado do primeiro trimestre de 2026. O banco mantém uma visão cautelosa sobre o papel, citando margens abaixo do esperado, custos mais elevados e sinais de desaceleração no segmento de pós-pago.

Os números do trimestre não foram ruins em termos absolutos: a receita cresceu 7,4% na comparação anual e o EBITDA avançou 9%. Mas o BofA aponta que as dinâmicas do núcleo do negócio móvel foram mais fracas do que o projetado.

“Reiteramos nossa visão cautelosa sobre a Vivo após um leve miss no 1T26, principalmente nas margens. Embora as tendências gerais tenham permanecido saudáveis, as dinâmicas do núcleo do negócio móvel foram mais fracas”, destaca o relatório do banco.

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Pós-pago

O crescimento do pós-pago desacelerou para 7,8% ano a ano, ficando cerca de 1 ponto percentual abaixo das estimativas do BofA. O banco vê esse movimento como parte de uma tendência mais ampla do setor.

“Isso é consistente com o 1T26 da TIM, quando as receitas de clientes e pós-pago também desaceleraram, sugerindo que o crescimento central do móvel pode estar se moderando”, aponta o relatório.

Resultados

Na teleconferência de resultados, a gestão da Vivo reafirmou o compromisso de retorno aos acionistas em 2026, incluindo distribuições mínimas de R$ 7 bilhões — equivalente a um dividend yield de 6% — e pelo menos 100% do lucro líquido do ano, além de um programa de recompra de R$ 1 bilhão.

“As expectativas de margem permanecem construtivas, com a administração reiterando que o crescimento de custos deve permanecer abaixo do crescimento de receitas”, registra o documento, embora o banco ressalte que o 1T26 ainda mostrou alguma pressão subjacente de custos.

Sobre a inadimplência, a empresa esclareceu que toda a expansão foi explicada por um único cliente.

“O bad debt no B2C não mudou; toda a expansão foi explicada por um único cliente — teria sido de 1,88% da receita excluindo esse efeito, contra 1,92% um ano atrás”, descreve o relatório do BofA.

A revisão do preço-alvo reflete ainda o impacto da venda de ativos de concessão e despesas financeiras ligeiramente mais elevadas nas projeções do banco.

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