A SmartFit (SMFT3) teve o seu preço-alvo elevado de R$ 31 para R$ 35 pelo Santander, que reitera a recomendação de compra e mantém o papel como principal escolha — top pick — na cobertura de varejo. A análise é assinada pelos analistas Lucas Esteves, Eric Huang e Vitor Fuziharo.
A revisão ocorre após os resultados do primeiro trimestre de 2026, que reforçaram a tese central do banco. O Ebitda — lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — projetado para 2026 foi revisado para cima em 0,8% e o lucro líquido em 3,8%, com revisões ainda maiores para 2027 e 2028.
O Santander segue significativamente acima do consenso de mercado nas estimativas, com vantagem de 8% a 12% no lucro líquido até 2028. Entretanto, os analistas acreditam que o mercado ainda subestima o potencial do TotalPass — plataforma de acesso a redes de academias parceiras.
TotalPass se consolida como alavanca de margem, não apenas de receita
“O primeiro trimestre de 2026 validou a relevância estratégica do TotalPass não apenas como ferramenta de utilização da rede, mas cada vez mais como uma alavanca de margem — o forte ganho compensou a desaceleração do fluxo espontâneo nas academias próprias no Brasil”, afirmam Esteves, Huang e Fuziharo.
A margem bruta do TotalPass foi revisada para 89,3%, ante 73,9% anteriormente, refletindo rentabilidade acima do esperado. O Santander espera que o primeiro trimestre tenha sido o de menor margem do ano para esse segmento, dado o volume sazonalmente mais elevado de repasses para academias parceiras.
Novas metodologias elevam estimativa de lucro bruto
O banco incorporou duas mudanças relevantes divulgadas no período: a nova metodologia contábil do Fitmaster — plataforma de gestão de academias parceiras —, que passa a deduzir repasses da receita bruta, elevando estruturalmente as margens reportadas, e a consolidação do TotalPass México, com impacto positivo na receita.
“Continuamos significativamente acima do consenso — entre 8% e 12% no lucro líquido até 2028 — porque acreditamos que o mercado ainda subestima o potencial de rentabilidade de longo prazo do TotalPass”, concluem os analistas.
Em conjunto, as revisões elevam a estimativa de lucro bruto do segmento “Outros Brasil” para 2026 em aproximadamente 29%.






