A Vivara (VIVA3) entregou um primeiro trimestre de 2026 com dinâmica de crescimento sólida, mas com Ebitda abaixo do esperado, pressionado por despesas de vendas maiores do que o projetado.
Para as analistas Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer, da XP Investimentos, o resultado traz evoluções positivas, mas também deixa questões em aberto.
“O resultado traz indicações positivas como forte dinâmica de receita nas linhas comerciais da Vivara e da Life, elasticidade de preço controlada em produtos com maior valor percebido e sinais iniciais de otimização de estoques“, afirmam as analistas — que mantêm a recomendação de outperform (compra) para o papel.
Vendas crescem com mix equilibrado
As vendas brutas cresceram 14% na comparação anual, sustentadas pela expansão de lojas — 42 novas unidades nos últimos doze meses — e pelo SSS (Vendas nas Mesmas Lojas) da marca Vivara em alta de 11%.
A marca principal cresceu 18% em vendas, com volumes subindo 10% e ticket médio avançando 7%. As alianças tiveram reajuste de preço de 16,5%, com volumes permanecendo positivos em 3%.
Na Life, as vendas cresceram 8%, com ticket médio 17% maior, mas volumes 8% menores — dinâmica explicada pela linha Moments, que pesa mais em volume do que em valor. Excluindo a Moments, os volumes teriam crescido 17%.
Despesas pressionam margens
A margem bruta consolidada avançou 2 pontos percentuais anual, beneficiada por mix de produtos, menores custos de importação e ganhos de produtividade na fábrica.
Contudo, as despesas de vendas subiram 3,4 pontos percentuais anual, impactadas por maiores custos de frete relacionados ao novo centro de distribuição — pressão de 0,9 ponto percentual na margem bruta que deve se normalizar a partir do terceiro trimestre —, normalização dos investimentos em marketing e despesas pré-operacionais de expansão.
“O Ebitda abaixo do esperado deve colocar a evolução das despesas de vendas como um desafio para a alavancagem operacional”, alertam as analistas.
O lucro líquido foi de R$ 81 milhões — queda de 30% anual —, pressionado por resultado financeiro mais pesado e menores subvenções fiscais. Entretanto, a otimização de estoques foi destaque positivo: os níveis vieram 6% abaixo da estimativa da XP, com produtos acabados caindo 3% anual e dias de estoque recuando 77 dias na comparação anual.
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