A Vibra (VBBR3) ainda tem “bastante combustível no tanque”, avalia o BTG Pactual na prévia do terceiro trimestre. O otimismo se apoia nas margens elevadas da distribuição de combustíveis e na geração de caixa esperada para reduzir a dívida, fatores que sustentam a recomendação de compra e a perspectiva de resultados fortes no fim de 2026.
O preço-alvo para 12 meses é de R$ 42, com potencial de valorização de 13,2% sobre a cotação de referência de R$ 37,09 utilizada no relatório, divulgado nesta quinta-feira (15).
Distribuição de combustíveis
O BTG projeta Ebitda ajustado de R$ 3,813 bilhões no terceiro trimestre, alta de 132% em relação ao mesmo período de 2025. O montante representaria, porém, queda de 15% frente ao segundo trimestre, que foi marcado por margens mais elevadas.
“Projetamos margens de cerca de R$ 380 por metro cúbico para a distribuição de combustíveis, abaixo dos R$ 454 por metro cúbico do segundo trimestre. Isso reflete um mercado mais competitivo no início do trimestre, mas com uma relação mais apertada entre oferta e demanda em agosto e setembro. Também acreditamos que a estratégia competitiva de compras da Vibra deva sustentar os resultados”, afirmam os analistas Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha.
A estratégia de compras inclui participação elevada de produtos fornecidos pela Petrobras. O volume comercializado deve chegar a 9,6 milhões de metros cúbicos, alta de 3% na comparação anual, sustentado pela expansão da rede de postos e por novos contratos com empresas.
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Caixa e margens
A geração de caixa deve permitir a redução da dívida mesmo com a maior necessidade de recursos para financiar a operação, na avaliação do banco.
“Assumimos um aumento de cerca de R$ 800 milhões no capital de giro, devido a volumes e preços mais altos (incluindo produtos importados e querosene de aviação da Petrobras a preços maiores), o que ainda nos deixa com uma estimativa de cerca de R$ 2 bilhões de fluxo de caixa livre ao acionista. Isso continua permitindo que a Vibra reduza seu endividamento e avance na gestão de seus passivos”, escrevem os analistas.
A leitura positiva se estende ao quarto trimestre. O banco reconhece o receio do mercado de que um eventual reajuste dos combustíveis pela Petrobras após o segundo turno das eleições pressione as margens.
“Mas o mercado global de diesel permanece apertado e é improvável que a distorção criada pela subvenção ao diesel seja removida imediatamente, dando sustentação às margens. De fato, as margens de Ebitda nas últimas semanas parecem estar em R$ 450 por metro cúbico ou até acima desse patamar; reiteramos nossa recomendação de compra”, destaca o BTG.
Na Comerc, os cortes na geração de energia, conhecidos como curtailment, continuam limitando os resultados. O BTG estima Ebitda ajustado de R$ 175 milhões para o negócio, alta de 4% ante o segundo trimestre.






