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WEG deve voltar a crescer após três trimestres de queda, projeta Safra

WEG deve voltar a crescer após três trimestres de queda, projeta Safra

A projeção do Safra é de receita líquida de R$ 10,98 bilhões, alta de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado e de 8,2% sobre o trimestre anterior

A WEG (WEGE3) tem encontro marcado com o mercado na próxima quarta-feira (21), quando divulga os resultados do terceiro trimestre de 2026. E, segundo o banco Safra, o balanço deve trazer uma virada simbólica: a fabricante de motores elétricos e equipamentos industriais deve voltar a registrar crescimento anual de receita depois de três trimestres seguidos no vermelho.

A projeção do Safra é de receita líquida de R$ 10,98 bilhões, alta de 6,9% em relação ao mesmo período do ano passado e de 8,2% sobre o trimestre anterior. O número fica 0,5% acima do consenso do mercado.

O resultado interrompe uma série de recuos: a receita da WEG caiu 5,3% no quarto trimestre de 2025, 6,1% no primeiro trimestre de 2026 e 0,6% no segundo.

Segundo o relatório, a recuperação deve ser sustentada por uma base de comparação mais fraca em projetos de energia solar em grande escala, por um cenário doméstico mais saudável para projetos de longo ciclo, com entregas ao setor de papel e celulose, e pela demanda firme no exterior, puxada por petróleo e gás, sistemas de climatização (HVAC) e alternadores.

Câmbio e capacidade ainda pesam

Nem tudo, porém, joga a favor. O real valorizado frente ao dólar continua sendo um fator negativo para a empresa, que tem forte presença internacional. A estimativa é de valorização de cerca de 6% na comparação anual, menos do que os 10% a 11% observados no primeiro semestre.

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Outra limitação está no negócio de transmissão e distribuição (T&D), que segue restrito pela capacidade produtiva até a entrada em operação das novas fábricas no Brasil, no México e na Colômbia. O Safra espera que a tendência de receita continue melhorando a partir do quarto trimestre, à medida que a expansão da unidade de Betim comece a render frutos, ainda que de forma gradual.

No campo da rentabilidade, a projeção é de Ebitda de R$ 2,37 bilhões, alta de 4% no ano e de 7% no trimestre, mas 1,4% abaixo do consenso. A margem Ebitda estimada é de 21,6%, queda de 57 pontos-base na comparação anual e de 23 pontos-base frente ao trimestre anterior.

Pesam sobre a WEG os preços mais altos de cobre, aço e alumínio, os gastos com contratação e treinamento de pessoal para as novas unidades e as tarifas nos Estados Unidos. Na comparação com o segundo trimestre, as novas tarifas da Seção 301 e a alta dos insumos explicam a leve queda, parcialmente compensada por um mix de vendas mais favorável, com menor peso da energia solar, de margens mais baixas, e por maior alavancagem operacional.

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