As perspectivas para a Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) melhoraram significativamente nas últimas semanas, na avaliação do BTG Pactual (BPAC11). Segundo o banco, o aumento da pressão regulatória e judicial sobre a refinaria Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, pode contribuir para um ambiente competitivo mais favorável para as grandes distribuidoras de combustíveis.
O tema voltou ao radar do mercado após a Refit informar que teve sua inscrição estadual suspensa por determinação judicial, medida que impede temporariamente suas operações enquanto a companhia busca reverter a decisão nas esferas administrativa e judicial.
Além disso, o governo do Estado do Rio de Janeiro revogou o diferimento de ICMS concedido à refinaria para importações de combustíveis. A decisão ocorreu após a identificação de inconsistências na documentação que embasava o benefício fiscal, segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico.
Para o BTG Pactual, os acontecimentos fazem parte de um movimento mais amplo de intensificação da fiscalização sobre práticas consideradas irregulares no mercado de combustíveis.
Pressão sobre a Refit pode favorecer distribuidoras
De acordo com os analistas, diversas iniciativas regulatórias e judiciais vêm sendo adotadas com o objetivo de reduzir a capacidade operacional da Refit no setor.
Na avaliação do banco, esse processo pode contribuir para um ambiente concorrencial mais equilibrado, beneficiando empresas consolidadas como Vibra e Ultrapar, que há anos defendem maior rigor no combate a distorções tributárias e práticas consideradas irregulares na cadeia de combustíveis.
O BTG observa que muitos investidores reduziram exposição ao setor nas últimas semanas devido às incertezas sobre o ritmo e a intensidade da normalização das margens de distribuição.
No entanto, a instituição financeira acredita que o cenário estrutural para as distribuidoras melhorou.
BTG mantém visão positiva para Vibra e Ultrapar
Segundo o banco, as perspectivas atuais para Vibra e Ultrapar são mais favoráveis do que aquelas observadas antes do recente período de turbulência no setor.
“O cenário pós-guerra é muito mais brilhante do que o cenário pré-guerra”, afirmaram os analistas em relatório, referindo-se ao ambiente competitivo que pode emergir após o aumento da fiscalização sobre agentes do mercado.
A avaliação reforça a visão positiva do BTG para o segmento de distribuição de combustíveis, mesmo diante das dúvidas de curto prazo relacionadas à recuperação das margens.
Para o banco, o fortalecimento das ações de fiscalização e a redução de possíveis assimetrias competitivas tendem a criar condições mais saudáveis para a rentabilidade das líderes do setor.
Nesse contexto, Vibra e Ultrapar continuam entre as empresas mais bem posicionadas para capturar os benefícios de um mercado mais equilibrado e com maior previsibilidade regulatória nos próximos anos.
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