Dando continuidade à temporada de balanços, a Marcopolo (POMO4) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 271,2 milhões, uma queda de 15,5% em relação aos R$ 321,1 milhões registrados no mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado pela fabricante de carrocerias de ônibus.
A receita operacional líquida da companhia totalizou R$ 2,37 bilhões entre abril e junho, alta de 3% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas operações no mercado brasileiro, cuja receita cresceu 11,3%, para R$ 1,46 bilhão. As exportações a partir do Brasil também avançaram 16,2%, somando R$ 289,9 milhões.
Em contrapartida, a receita proveniente das operações no exterior recuou 16,3%, para R$ 621,3 milhões, limitando o crescimento consolidado da companhia no trimestre.
O lucro bruto da Marcopolo atingiu R$ 519,7 milhões, queda de 12,4% em relação ao segundo trimestre de 2025. A margem bruta recuou de 25,7% para 21,9%, uma retração de 3,8 pontos percentuais.
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Ebitda em queda de 15%
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 338,6 milhões, redução de 15% na comparação anual. A margem Ebitda caiu de 17,3% para 14,3%, uma diminuição de 3 pontos percentuais.
O lucro por ação ficou em R$ 0,218, abaixo dos R$ 0,285 registrados um ano antes, representando uma queda de 23,3%.
Entre os indicadores de rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) avançou de 30,3% para 31,5%, alta de 1,2 ponto percentual. Já o retorno sobre o capital investido (ROIC) caiu de 26,1% para 23%, recuo de 3,1 pontos percentuais.
Os investimentos da companhia totalizaram R$ 69,1 milhões no trimestre, crescimento de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.






