Café
Home
Notícias
Ações
Veja os 5 novos produtos preparados pela B3

Veja os 5 novos produtos preparados pela B3

Tokenização de ações combinada ao lançamento de stablecoin própria deve permitir negociação 24 horas por dia, sete dias por semana em plataforma blockchain

A B3 avança em uma agenda de inovação que pode redefinir seu perfil de receitas no médio e longo prazo. O Bank of America se reuniu com Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes da bolsa, e mapeou cinco iniciativas que alinham a B3 aos pares internacionais.

Entretanto, o banco mantém recomendação neutra para as ações, com preço-alvo de R$ 18, citando upside limitado nos níveis atuais.

O produto mais imediato é o mercado de previsão.

“A B3 obteve aprovação regulatória para oferecer contratos de opções binárias a investidores institucionais com aportes acima de R$ 10 milhões, com lançamento previsto para abril”, destacam os analistas do BofA.

Os contratos cobrirão cinco ativos — Ibovespa, dólar, bitcoin, IPCA e PIB -, com vencimentos diários, semanais e mensais, distribuídos por corretoras e monetizados via taxas de transação. No futuro, a B3 pretende ampliar o número de contratos e expandir o acesso a investidores de varejo.

Publicidade
Publicidade

Derivativos e blockchain em foco

O segundo produto é o 0DTE — opções com vencimento no mesmo dia.

“A iniciativa espelha tendências globais, com aumentos expressivos no volume médio diário observados na Cboe, nos EUA, e na NSE, na Índia, nos últimos anos”, apontam os analistas.

Contudo, o BofA classifica o produto como menos transformador do que os mercados de previsão, por ser direcionado a investidores mais sofisticados.

No entanto, é a tokenização que pode mudar estruturalmente o modelo de negócios da bolsa. A combinação entre tokenização de ações e o lançamento de um stablecoin próprio da B3 deve permitir negociação 24 horas por dia, sete dias por semana em plataforma blockchain.

“Essa agenda deve ganhar tração no médio e longo prazo, pois depende das corretoras para fornecer a infraestrutura operacional necessária”, explicam os analistas.

Renda fixa e recebíveis

Na renda fixa, a B3 aposta na expansão do volume eletrônico.

“Atualmente, apenas 10% a 15% dos títulos públicos são negociados eletronicamente – equivalente a R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões -, o que aponta espaço significativo para crescimento”, destacam os analistas do BofA.

A bolsa também planeja lançar a negociação eletrônica de debêntures via parcerias com formadores de mercado.

Por fim, o registro de recebíveis deve se beneficiar de inovação regulatória em 2026, com exigência de interoperabilidade entre registradoras.

“Acreditamos que essas iniciativas coletivamente sustentam um crescimento estrutural mais elevado de receitas para a B3, com potencial para revisões positivas de lucros ao longo do tempo”, concluem os analistas – reforçando uma visão construtiva de longo prazo, mesmo com a recomendação neutra mantida no curto prazo.

Leia também: