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Vale acelera crescimento em metais básicos e reforça estratégia de cobre, diz BB

Vale acelera crescimento em metais básicos e reforça estratégia de cobre, diz BB

Relatório destaca forte avanço da divisão de metais básicos da Vale e plano de expansão em cobre com impacto no resultado futuro

A Vale (VALE3) vive um momento positivo, com melhora consistente em suas operações e avanço importante no segmento de metais básicos. Segundo relatório do Banco do Brasil, a divisão Vale Base Metals (VBM) tem sido um dos principais motores desse desempenho.

De acordo com os analistas, a unidade registrou um salto de 130% no EBITDA em 2025. “O negócio alcançou um novo patamar de relevância dentro do grupo”, afirmam. Com isso, a VBM passou a responder por mais de 20% do resultado total da companhia, mais que o dobro do ano anterior.

Esse crescimento foi impulsionado por três fatores principais: maior estabilidade operacional, aumento de produção e preços elevados de commodities como cobre, níquel e ouro.

O banco também chamou atenção para o “VBM Day”, evento realizado no fim de março. Na ocasião, a Vale apresentou seus planos de expansão, com foco no cobre.

“A companhia pretende dobrar sua capacidade para 700 mil toneladas até 2035”, destacam os analistas. A expectativa é que, com isso, a divisão passe a representar entre 30% e 35% do EBITDA total da empresa.

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Outro ponto relevante é o financiamento desse crescimento. “Os investimentos devem ser autofinanciados”, diz o relatório, com previsão de US$ 1,6 bilhão em capex em 2026 e geração de caixa livre entre US$ 0,4 bilhão e US$ 1,9 bilhão.

Vale: ações oscilam, mas mostram resiliência

As ações da Vale também passaram por momentos de volatilidade recente.

Após atingirem máximas históricas em fevereiro, os papéis recuaram em meio ao aumento da aversão ao risco global, influenciado por tensões geopolíticas. Ainda assim, houve recuperação nas últimas semanas.

“Os papéis voltaram a subir com a melhora do ambiente externo, especialmente após sinais de cessar-fogo”, apontam os analistas.

Para o Banco do Brasil, o cenário segue positivo, embora ainda existam incertezas. “A expectativa é de resultados robustos, apoiados pela evolução operacional, preços elevados de commodities e maior contribuição da VBM”, diz o relatório.

No primeiro trimestre de 2026, a Vale distribuiu US$ 2,8 bilhões em proventos aos acionistas, incluindo dividendos extraordinários.

Segundo o banco, novos pagamentos dependerão da redução da dívida. “A distribuição adicional de caixa está ligada à evolução da dívida líquida, que ainda está acima do centro da meta da companhia”, explicam os analistas.

Apesar da visão positiva sobre o negócio, o BB avalia que boa parte desse cenário já está refletida no preço das ações.