Mais uma temporada de balanços está começando e também sobem as expectativas para as companhias, assim como as empresas de varejo e bens de consumo. Relatório da Ativa Investimentos calcula que a maior parte do setor reporte números fracos, ainda muito influenciado pelos impactos macroeconômicos, na maior parte das companhias, mas espera alguns resultados sólidos.
O relatório destaca que o desempenho do setor de varejo farmacêutico, com RD Saúde (RADL3) deve reportar resultados sólidos, influenciado pela demanda por medicamentos GLP-1. Espera também números positivos também em Mercado Livre (MELI34), apesar da já esperada pressão em rentabilidade.
Smart Fit (SMFT3) também deve apresentar números sólidos, apesar de pressão na rentabilidade devido as inaugurações. Alguns resultados devem ser mistos, como Assaí (ASAI3), que deve apresentar uma tendência positiva em rentabilidade, mas dinâmica de vendas ainda fraca, segundo aponta o relatório da casa de análise.
Crédito restrito
Enquanto isso, a Lojas Renner (LREN3) deve manter uma tendência favorável no varejo, mas crédito ainda restrito, enquanto Natura (NATU3) deve melhorar sua rentabilidade, mas tendência ainda fraca em vendas.
“Do lado negativo, esperamos números fracos em Ambev (ABEV3), com ventos contrários em commodities, Azzas 2154 (AZZA3) deve continuar pressionada na rentabilidade e em algumas marcas, além da BU Basic ainda em reestruturação”, diz trecho do relatório.
Por fim, Magazine Luiza (MGLU3) deve apresentar números neutros, muito impactada pela concorrência, enquanto Petz-Cobasi (AUAU3) deve continuar com números ainda pouco animadores.
Para o banco Safra, os dados preliminares do primeiro trimestre, que antecedem a divulgação dos balanços, sinalizam um ambiente competitivo mais pressionado para as empresas de e-commerce. Entre as companhias analisadas, o Mercado Livre tende a apresentar desempenho superior em relação a pares como Magazine Luiza e Casas Bahia (BHIA3).
De acordo com o banco, a companhia deve liderar o crescimento no setor, mesmo com a expectativa de compressão da margem EBIT na comparação anual. O movimento reflete o aumento de custos e despesas necessários para sustentar sua competitividade diante de um cenário mais desafiador.
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