As ações da Vale (VALE3) acumulam alta de quase 90% em dólares desde meados de 2025. No período, a mineradora superou seus pares em mais de 60%. Apesar dessa disparada, os papéis da companhia seguem atrativos na avaliação do Bradesco BBI.
A casa de análise elevou o preço-alvo para o fim do ano de R$ 83 para R$ 102, o que implica um potencial de valorização próximo de 15% em relação às cotações atuais.
Segundo o banco, a principal tese de atratividade está no valuation da Vale, que ainda negocia com desconto frente aos concorrentes, mesmo após a forte alta registrada no ano passado.
“A companhia segue atraente em métricas de geração de caixa: o rendimento (yield) de FCF (Fluxo de Caixa Livre) estimado para 2026 está em 8%, ante média de 5% dos concorrentes, e a distância se amplia quando observado um horizonte acumulado de três anos (24% vs. 17%)”, escreveram os analistas Rafael Barcellos e Ricardo França.
Para o Bradesco BBI, o principal risco para o papel permanece sendo o preço do minério de ferro no curto prazo. A commodity ainda reflete indicadores fracos na China, como PMIs de construção e manufatura em território de contração e queda contínua nos investimentos imobiliários, fatores que tendem a limitar altas adicionais.
Por outro lado, o custo marginal elevado (US$ 90–95 por tonelada) e elementos como o ramp-up (maturação) mais lento em Simandou, além de exportações resilientes de aço, ajudam a sustentar preços próximos de US$ 100 por tonelada ao longo de 2026.
Os analistas também destacam que incorporaram os resultados operacionais do 4TRI25, novas premissas macroeconômicas e ajustes de volume — especialmente em cobre —, o que levou a uma leve alta na projeção de EBITDA para 2026, agora estimada em US$ 17,5 bilhões, refletindo preços mais elevados para metais básicos e volumes mais robustos de níquel.
“A despeito do rali recente, a ação segue negociada com desconto, considerando sua execução operacional consistente e sólida política de alocação de capital”, sintetizou o BBI.
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