A perspectiva de uma remuneração robusta aos acionistas segue sustentando a visão positiva do Bradesco BBI para a Vale (VALE3). Em relatório, a casa de análise reiterou recomendação de compra para as ações da mineradora, com preço-alvo de R$ 102, destacando o potencial de distribuição de dividendos e a forte geração de caixa prevista para os próximos anos.
Segundo os analistas, a Vale deverá gerar caixa equivalente a cerca de 8% de seu valor de mercado em 2026, mesmo diante de um cenário de custos operacionais mais elevados. Além disso, o banco estima dividendos mínimos de US$ 4,5 bilhões no próximo ano, com possibilidade de pagamentos extraordinários no segundo semestre, o que poderia elevar o dividend yield total para perto de 10%.
A avaliação do Bradesco BBI é de que as ações da companhia continuam negociando com desconto relevante em relação a seus pares globais, o que mantém o valuation atrativo para investidores de longo prazo.
Pressão de custos da operação
Apesar da visão positiva, o banco alerta para um aumento da pressão sobre os custos da operação. A instituição projeta um custo caixa C1 médio de aproximadamente US$ 22,8 por tonelada em 2026, acima das estimativas originalmente divulgadas pela companhia. Com isso, os analistas consideram provável uma revisão das projeções de custos por parte da Vale nos próximos meses.
O relatório destaca que essa elevação dos custos tende a aumentar a sensibilidade da tese de investimento aos preços das commodities, especialmente do minério de ferro. Ainda assim, o Bradesco BBI segue construtivo em relação às perspectivas para o minério e para os metais básicos, o que ajuda a compensar parte das preocupações relacionadas à rentabilidade operacional.
Na avaliação dos analistas, a combinação entre preços favoráveis das commodities, forte geração de caixa e capacidade de remuneração ao acionista continua oferecendo suporte para as ações da mineradora.
O banco ressalta que os principais fatores a serem acompanhados pelos investidores nos próximos trimestres serão a evolução dos custos operacionais e o desempenho da produção, além da dinâmica dos preços internacionais do minério de ferro e dos metais básicos.
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