A subsidiária Vale Base Metals, da Vale (VALE3), possui mais espaço para valorização do que para perdas nos preços atuais das ações de sua controladora, impulsionado pelo bom momento dos ativos de cobre e pelas avaliações de mercado observadas em empresas focadas nesse segmento.
De acordo com relatório da XP, a VBM é vista como uma empresa com boas perspectivas de crescimento no longo prazo, combinando investimentos cuidadosos com oportunidades importantes de expansão.
“Embora o mercado continue descontando esse crescimento (devido ao histórico de execução e à natureza de longo prazo de alguns projetos), acreditamos que a execução sustentada (particularmente no ramp up de cobre e na estabilização do níquel) permanece como o principal catalisador para um re-rating”, diz parte do relatório.
Crescimento do cobre
A Vale reforçou sua aposta no cobre como principal vetor de crescimento da Vale Base Metals (VBM) durante o Analyst & Investor Tour 2026, realizado nesta semana. Segundo avaliação da XP, o evento evidenciou o plano da companhia de consolidar uma plataforma de liderança em minerais críticos, apoiada por projetos de expansão de baixo risco e forte retorno financeiro.
O relatório destaca que o plano de crescimento prevê elevar a produção de cobre para cerca de 700 mil toneladas até 2035, impulsionada por projetos como Bacaba, CPF e Alemão. A estratégia combina investimentos moderados com elevado potencial de rentabilidade, além de manter espaço para futuras descobertas e expansões por meio de atividades exploratórias.
De acordo com a XP, o cobre se consolida como o principal pilar de crescimento da VBM, em linha com a crescente demanda global por minerais utilizados na eletrificação e na transição energética. A avaliação é que a companhia possui um conjunto de projetos capaz de sustentar expansão relevante da produção ao longo da próxima década.
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