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Bons números da Ipiranga indicam que a Ultrapar segue em um bom caminho de recuperação

Bons números da Ipiranga indicam que a Ultrapar segue em um bom caminho de recuperação

Bradesco BBI destaca avanço das margens da Ipiranga e vê continuidade da recuperação operacional da Ultrapar após resultados resilientes no 4T25

Os resultados do balanço do quarto trimestre de 2025 da Ultrapar (UGPA3) reforçam a trajetória de recuperação operacional da companhia, principalmente na Ipiranga. Esse foi o principal destaque apontado pelo Bradesco BBI em relatório divulgado nesta quinta-feira (5).

Segundo os analistas Vicente Falanga e Ricardo França, a combinação de maiores volumes, ambiente competitivo mais racional e expansão de margens sugere a possível continuidade dos ganhos à frente. 

“A Ultrapar apresentou uma performance resiliente no 4T25, com EBITDA recorrente de R$ 1,745 bilhão, avanço de 13% no comparativo trimestral e de 2% na base anual, em linha com as expectativas do Bradesco BBI e acima do consenso. O principal destaque veio da Ipiranga, cuja margem EBITDA recorrente atingiu R$ 165/m³, superando tanto as estimativas (R$ 158/m³) quanto os níveis do trimestre anterior. O resultado foi impulsionado por um ambiente competitivo mais favorável após eventos de mercado ocorridos ao longo do período”, destacou o BBI.

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Balanço Ultragaz: margens da Ipiranga são destaque

Para os analistas, a principal discussão a partir desses resultados será a recorrência das margens da Ipiranga. Níveis mais elevados podem abrir espaço para revisões positivas de lucro — especialmente considerando que estimativas como a de R$ 175/m³ para 2026 já se encontram na faixa superior das projeções de mercado.

“Além disso, o ROIC (retorno sobre o capital investido) da Ipiranga também se fortaleceu, chegando a 16,4% em 2025, enquanto o NOPAT (lucro operacional líquido após impostos) cresceu 4,7% no ano. A Ultragaz reportou margem recorrente de R$ 1.112 por tonelada, acima das projeções, sustentada por repasses inflacionários e por um mix de vendas mais favorável”, acrescentaram.

Em relação à melhora do ROIC, o BBI aponta que, combinada ao crescimento do NOPAT, ela reforça o argumento para uma reavaliação para cima dos múltiplos do setor de distribuição de combustíveis, caso a tendência se mantenha ao longo de 2026.

Com isso, os analistas ressaltam que o desempenho acima do esperado também em Ultragaz e Hidrovias do Brasil (HBSA3), aliado à geração de caixa robusta e ao guidance de investimentos alinhado à expansão operacional, sustenta uma visão construtiva para a evolução dos resultados.

Segundo o banco, há assimetria positiva caso o cenário de margens e volumes da Ipiranga permaneça mais favorável.

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