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Suzano ganha força na bolsa de valores; vale investir?

Suzano ganha força na bolsa de valores; vale investir?

As ações da Suzano (SUZB3) entraram em uma trajetória de recuperação no curto prazo, segundo análise técnica do banco Inter

As ações da Suzano (SUZB3) entraram em uma trajetória de recuperação no curto prazo, segundo análise técnica do banco Inter. O movimento ganhou força após o papel encontrar suporte na faixa entre R$ 40 e R$ 41 e passar a formar fundos ascendentes, respeitando uma linha de tendência de alta iniciada no fim de junho.

O ponto que mais chama atenção no relatório é a possibilidade de uma nova pernada de valorização caso a Suzano consiga superar uma resistência considerada importante pelo Inter, entre R$ 44,50 e R$ 45,30. O rompimento dessa região, acompanhado pela manutenção do volume comprador, poderia abrir espaço para uma busca inicial pelos R$ 47,30 e, posteriormente, pelos R$ 49,40, segundo avalia o relatório do Inter.

A leitura ganhou respaldo na última sessão analisada pelo banco, quando a ação apresentou um forte candle de alta acompanhado de aumento no volume negociado. Para o Inter, o comportamento indica fortalecimento da pressão compradora e coloca SUZB3 próxima de uma zona decisiva para a continuidade do movimento.

Atenção aos suportes

Apesar do viés positivo, o cenário ainda exige atenção aos níveis de suporte. Uma queda abaixo de R$ 43,20 seria um sinal de enfraquecimento da tendência no curtíssimo prazo. Já a região de R$ 41 continua sendo considerada o principal suporte e referência para proteção da estratégia.

A análise técnica ocorre em um momento em que a Suzano mantém uma posição de destaque no mercado global de celulose. A companhia é uma das maiores produtoras mundiais do produto, com forte presença na celulose de eucalipto e atuação também em papéis e produtos de base renovável.

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Entre os principais pontos positivos da empresa estão a escala de produção, as florestas próprias, a estrutura de custos competitiva e a exposição ao mercado internacional. A receita dolarizada também funciona como um fator relevante para os resultados da companhia, embora deixe o negócio sensível às oscilações do câmbio e dos preços internacionais da celulose.

No primeiro trimestre de 2026, a Suzano registrou receita líquida de R$ 11 bilhões, EBITDA ajustado de R$ 4,6 bilhões e lucro líquido de R$ 4,3 bilhões. O custo caixa de produção de celulose ficou em R$ 802 por tonelada.

Para o investidor, portanto, o cenário desenhado pelo Inter combina uma melhora técnica de curto prazo com fundamentos que sustentam a relevância da companhia no setor. O principal teste agora está na faixa de R$ 44,50 a R$ 45,30: se houver rompimento consistente, os próximos alvos apontados pelo banco são R$ 47,30 e R$ 49,40.

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