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Suzano e Klabin têm cenário positivo pela frente

Suzano e Klabin têm cenário positivo pela frente

A combinação de preços estáveis, oferta ajustada e reajustes recentes ao longo da cadeia cria um ambiente positivo para as duas companhias brasileiras, diz o Bradesco BBI

O mercado de papel e celulose apresenta dinâmica favorável para as ações da Suzano (SUZB3) e da Klabin (KLBN11), segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Bradesco BBI.

Os analistas Rafael Barcellos e Renato Chanes avaliam que a combinação de preços estáveis, oferta ajustada e reajustes recentes ao longo da cadeia cria um ambiente positivo para as duas companhias brasileiras, especialmente em função do peso das exportações de papel e da celulose fluff em suas receitas.

O documento examina a dinâmica de preços da semana passada e projeta estabilidade nos próximos meses, mesmo diante da aproximação de um período sazonalmente mais fraco.

Preços estáveis pela quinta semana

Na China, os preços de fibra curta permaneceram estáveis na comparação semanal em US$ 606 por tonelada, enquanto a fibra longa também ficou no mesmo patamar, a US$ 662 por tonelada, mantendo a diferença entre as duas fibras em US$ 56, de acordo com a FOEX. No mercado de revenda, a fibra curta recuou levemente para US$ 575, enquanto a fibra longa avançou para US$ 661.

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Na Europa, a fibra curta subiu US$ 38 na semana, atingindo US$ 1.378 por tonelada, enquanto a fibra longa permaneceu praticamente estável em US$ 1.654 — ampliando o spread entre as fibras para US$ 276.

Para Barcellos e Chanes, “a estabilidade dos preços na China pela quinta semana consecutiva reflete uma combinação de spreads entre as fibras ainda comprimidos e recuperação gradual da demanda por papel, em um contexto de aproximação de meses sazonalmente mais fracos.”

Reajustes reforçam repasse de custos

Dois anúncios de reajuste de preços marcaram a semana e reforçam o ambiente de repasse de custos ao longo da cadeia.

A RYAM comunicou aumento global nos preços de celulose fluff entre US$ 55 e US$ 120 por tonelada a partir de 1º de junho — o quarto reajuste de 2026. Já a Suzano anunciou alta de 6% nos preços de papel revestido e não revestido na Europa, válida para pedidos faturados a partir de 15 de junho, após aumento de 8% já implementado em abril.

“No segmento de papel e celulose fluff, os recentes anúncios de reajustes reforçam um ambiente de repasse de custos ao longo da cadeia, o que é positivo para Suzano e Klabin, especialmente considerando a representatividade das exportações de papel e da celulose fluff em suas receitas”, destacam os analistas.

Nova capacidade modera apetite de compra

Um fator de cautela no horizonte é a perspectiva de entrada de nova capacidade relevante com o projeto OKI II, previsto para o período entre o fim de 2026 e o início de 2027, o que tem moderado o apetite de compra no curto prazo. Ainda assim, o Bradesco BBI mantém visão construtiva.

“Avaliamos que os preços devem permanecer próximos aos níveis atuais nos próximos meses, sustentados por uma oferta relativamente ajustada no curto prazo e pela pressão contínua de custos, especialmente em energia e insumos, diante do cenário global”, afirmam Barcellos e Chanes.

Para os analistas, o equilíbrio entre oferta controlada e demanda gradualmente crescente mantém o piso de preços e preserva a rentabilidade das exportadoras brasileiras no segundo semestre.

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