A agência de classificação de risco S&P Global rebaixou o rating da Sequoia (SEQL3) um dia depois de a empresa anunciar um acordo com os credores da sua 3ª emissão de debêntures para diferir o pagamento de juros relativo a setembro de 2023, no valor de cerca de R$ 4 milhões.
Assim, o rating que estava em “brCC” desde o anúncio de que o assunto seria debatido pelos debenturistas, para “SD” (default seletivo). A S&P também rebaixou para “D” o rating da 3ª emissão de debêntures senior unsecured e retirou o rating de recuperação “4”.
“A Sequoia obteve perdão temporário (waiver) com os credores das debêntures. Em nossa visão, o acordo deve preservar a liquidez da empresa, enquanto esta continua negociando outras solicitações com os debenturistas nos próximos meses”, apontou a S&P.
A empresa de logística e transportes já convocou uma assembleia geral de debenturistas para 4 de outubro, na qual discutirá, entre outros temas, a concessão de um novo waiver para o não pagamento de juros de outubro de 2023 a dezembro de 2025 e o não pagamento de principal de novembro de 2024 a dezembro de 2025.
“A partir das deliberações e dos novos termos e condições das debêntures na assembleia do dia 4 de outubro, reavaliaremos a qualidade de crédito da Sequoia”, completou a agência.
Com capital aberto desde 2020, a Sequoia viu suas ações dispararem na sequência da oferta inicial, num momento em que o Brasil sofreu com o recrudescimento da pandemia de Covid-19, com restrições de abertura que impulsionaram o comércio eletrônico e, por extensão, o setor de logística.
Nos últimos tempos, porém, a Sequoia (SEQL3) vive uma crise de liquidez que fez o valor de suas ações derreterem e agora passa por um processo de reestruturação de suas operações.






