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Santander fora da Bolsa? Não tão cedo, avaliam analistas

Santander fora da Bolsa? Não tão cedo, avaliam analistas

Os papeis operam em queda nesta sessão e, no acumulado do ano, já apresentam desempenho inferior ao de seus pares em cerca de 10%

O fato de que o Santander da Espanha, controlador da unidade braslieria, anunciou na terça-feira que comprará o banco regional americano Webster Financial, derrubou as expectativas de quem esperava que esse dinheiro fosse utilizado para retirar as ações da filial (SANB11) da B3. 

“Isso pode ter gerado alguma frustração com a possibilidade de um possível fechamento de capital da subsidiária brasileira (com um prêmio em relação aos preços atuais) não acontecer em breve. Reiteramos nossa recomendação neutra”, apontam os analistas Daniel Vaz, Maria Luisa Guedes e Rafael Nobre. 

Os papeis operam em queda nesta sessão e, no acumulado do ano, já apresentam desempenho inferior ao de seus pares em cerca de 10%.

Resultados do quarto trimestre

Segundo o Safra, apesar do resultado financeiro ter sido mais fraco do que o esperado, qualitativamente falando, o Santander continua avançando na direção certa e em linha com o plano do CEO Mario Leão: reduzir a ciclicidade, melhorar a qualidade do financiamento e criar um banco mais eficiente. 

O banco mostrou um lucro líquido de R$ 4,1 bilhões, com ROE (Return on Equity) de 17,1%, um aumento de 2% em relação ao trimestre anterior e de 6% em relação ao ano anterior. O número veio em linha com as expectativas do mercado.

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“O LAIR (lucro antes dos impostos), no entanto, que consideramos um bom indicador para acompanhar o poder de geração de lucros, ficou 13% abaixo das nossas projeções e 14% abaixo em comparação com o mesmo período do ano passado”, destaca o BTG em uma análise assinada por Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Thiago Paura.

Segundo eles, a alíquota de imposto, que já estava anormalmente baixa no trimestre anterior, ficou abaixo de 3% desta vez. O BTG ressalta que isso “salvou o dia”. 

“Impactada por uma taxa Selic muito alta, a receita líquida de juros do mercado deteriorou-se em mais R$ 140 milhões em relação ao trimestre anterior, chegando a – R$ 1,5 bilhão, mas isso foi compensado por provisões para perdas com empréstimos melhores do que o esperado”, concluem.