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Rumo bate recorde no primeiro trimestre de 2026 com volume 25% maior

Rumo bate recorde no primeiro trimestre de 2026 com volume 25% maior

Grupo recupera participação em Santos, Goiás e Mato Grosso após ciclo de 12 meses de reposicionamento tarifário concluído no trimestre

A Rumo (RAIL3) abriu 2026 com o melhor primeiro trimestre de sua história. Entre janeiro e março, a companhia transportou 20,2 bilhões de TKU – crescimento de 25,5% sobre o mesmo período de 2025 -, com EBITDA ajustado de R$ 1,745 bilhão, alta de 6,7% na comparação anual, e lucro líquido ajustado de R$ 266 milhões, 41% acima do primeiro trimestre de 2025.

Na mensagem aos acionistas, a administração descreveu o resultado como “um trimestre de execução sólida e aderente ao nosso plano operacional.”

O desempenho foi puxado pela Operação Norte, responsável por 82% do volume total, com alta de 27,3%, chegando a 16,6 bilhões de TKU. A Operação Sul cresceu 21,5%, e a de Contêineres, 9,9%.

Além dos volumes recordes, a Rumo ampliou participação nos principais corredores logísticos do país. No Porto de Santos, o market share subiu 12 pontos percentuais, para 57%. Em Mato Grosso, a fatia passou de 36% para 38%, e em Goiás avançou 9 pontos, para 33%.

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Números

Os números encerram um ciclo de 12 meses de reposicionamento competitivo iniciado no segundo trimestre de 2025, após três anos consecutivos de reajustes tarifários.

Segundo a administração, “a Rumo opera hoje em patamar competitivo frente às demais alternativas logísticas em nossos principais mercados.”

A receita líquida totalizou R$ 3,282 bilhões, alta de 10,6%, mas as tarifas recuaram 9,6% em termos unitários, pressionando a margem EBITDA ajustada de 55,1% para 53,2%. A diluição de custos fixos — com queda de 15,7% no custo unitário consolidado — ajudou a compensar esse efeito.

Os investimentos somaram R$ 1,774 bilhão, praticamente estáveis ante o início de 2025. O foco está na Ferrovia do Mato Grosso, classificada pela gestão como “projeto estruturante para a nossa estratégia de expansão”, com início de operação previsto para o terceiro trimestre de 2026.

Com a nova ferrovia prestes a entrar em operação e uma safra de soja 25/26 estimada em 186 milhões de toneladas no Brasil — recorde —, a Rumo se posiciona como protagonista na oferta de “uma solução logística segura, eficiente, competitiva e de menor intensidade de carbono.”

A alavancagem encerrou o trimestre em 2,1 vezes a Dívida Líquida/Ebitda ajustado, com caixa total de R$ 5,794 bilhões.

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