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Romi (ROMI3) aprova JCP para os acionistas; pagamento pode ocorrer até o fim de 2027

Romi (ROMI3) aprova JCP para os acionistas; pagamento pode ocorrer até o fim de 2027

Distribuição soma R$ 5,6 milhões, ou R$ 0,06 por ação; têm direito os acionistas posicionados até 15 de junho, mas o crédito pode demorar

A Romi (ROMI3) aprovou nesta terça-feira (9) a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) no valor bruto de R$ 5,59 milhões, o equivalente a R$ 0,06 por ação.

Terão direito aos proventos os investidores com posição acionária até a próxima segunda-feira (15). A partir de 16 de junho, os papéis da fabricante de máquinas e equipamentos passam a ser negociados ex-juros, ou seja, quem comprar a ação a partir dessa data não receberá os valores.

Pagamento será feito até 31 de dezembro de 2027

Diferentemente da maioria dos anúncios de proventos, a companhia não fixou uma data exata para o crédito. O comunicado informa apenas que o pagamento será realizado até o fim de 2027, sem qualquer atualização monetária entre a aprovação e o depósito.

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Sobre o valor incidirá Imposto de Renda na Fonte (IRRF) à alíquota de 15%, exceto para acionistas comprovadamente imunes ou com tributação diferenciada. Com o desconto, o JCP líquido será de R$ 0,051 por ação.

A aprovação ocorreu ad referendum da Assembleia Geral Ordinária que deliberará sobre os resultados de 2026, e os valores serão imputados aos dividendos obrigatórios do exercício, nos termos do estatuto social da companhia e da Lei das S.A.

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Como será feito o crédito

Os acionistas correntistas do Bradesco, instituição depositária das ações da Romi, ou de outros bancos que tenham informado seus dados bancários à instituição, receberão os valores automaticamente no dia do pagamento. Já os investidores em custódia fiduciária terão os créditos disponibilizados conforme os procedimentos da B3.

Quem não tiver dados bancários, CPF ou CNPJ devidamente cadastrados só receberá os valores a partir do terceiro dia útil após a atualização cadastral, que pode ser feita em qualquer agência do Bradesco.

O JCP é uma das formas de remuneração ao acionista no mercado brasileiro, ao lado dos dividendos. Para o investidor pessoa física, a diferença está na tributação, já que os dividendos chegam isentos, enquanto os juros sobre capital próprio sofrem retenção de 15% na fonte. Para a empresa, contudo, o mecanismo é vantajoso, pois os valores pagos podem ser deduzidos da base de cálculo do Imposto de Renda corporativo.

Com sede em Santa Bárbara d’Oeste (SP), a Romi é fabricante de máquinas-ferramenta, máquinas para plásticos e fundidos industriais, com ações listadas na B3.