Home
Notícias
Ações
Apesar do risco eleitoral, bolsa tem onda de follow-on para expansão das empresas

Apesar do risco eleitoral, bolsa tem onda de follow-on para expansão das empresas

A bolsa observou um fenômeno pouco comum de dois follow-ons, da Vamos (VAMO3) e do Iguatemi (IGTI11), durante o período eleitoral

Os anos eleitorais são marcados pela volatilidade do mercado acionário, que é intensificado há poucos dias da votação. Apesar deste movimento tradicional, nas últimas semanas, a bolsa brasileira observou um fenômeno pouco comum de dois follow-ons, da Vamos (VAMO3) e do Iguatemi (IGTI11). 

Fato semelhante aconteceu com a IBR Brasil (IRBR3), que também foi ao mercado para captar R$ 1,2 bilhão. Neste caso, a companhia precisava de capital para se reenquadrar nos limites da regulação do setor. 

Essa onda de follow on é bastante incomum. Haja vista que em 2022 não houve nenhuma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) diante do risco eleitoral. Para efeito de comparação, em 2018, não houve nenhuma emissão de ações na bolsa brasileira nos seis meses que antecederam a votação.

  • Baixe a Planilha de Ativos da EQI Investimentos e confira as melhores ações para investir!

Diante disso, alguns especialistas indicam uma pequena janela de oportunidade. Este movimento é possível, pois há uma sinalização dos principais candidatos à presidência de que não terá uma ruptura a curto prazo, seja quem for o presidente. 

Além disso, o cenário da bolsa está bastante favorável nos últimos três meses. Desde julho, o Ibovespa já subiu cerca de 13% em menos de três meses. 

Publicidade
Publicidade

“As companhias viram uma recuperação no preço das ações e decidiram que o momento era adequado”, disse Roderick Greenlees, global head do banco de investimento no Itaú BBA, ao site Seu Dinheiro. 

Mesmo com este ambiente um pouco mais favorável, cada empresa decidiu vir ao mercado com justificativas diferentes. 

Iguatemi (IGTI11) vai ao mercado para financiar compra estratégica

Com a melhora da percepção do mercado, a Iguatemi decidiu apostar. A empresa captou R$ 720 milhões para comprar a parcela que faltava do shopping JK Iguatemi

Segundo o Seu Dinheiro, a operadora de shopping preferiu aceitar o risco do follow on, em pleno ano eleitoral, para diluir as ações do que aumentar o nível de endividamento para ficar com 100% do JK.

Logo, com a oportunidade de comprar um dos pontos comerciais mais luxuosos do Brasil, a companhia entendeu que esse risco era aceitável e que poderia fazê-lo.

“O movimento já antecipa uma inversão na taxa de juros e inflação mais branda no ano que vem. O investidor já vai estudando os cenários desde já e viabiliza ofertas em alguns setores”, afirma Teodora Barone, diretora-executiva do UBS BB, para o Seu Dinheiro. 

Vamos (VAMO3) quer captar até R$ 1 bilhão

Não só Iguatemi entrou com força na bolsa para captar mais de R$ 1 bilhão. A Vamos (VAMO3), empresa e locação de caminhões e máquinas agrícolas, aumentou a quantidade de ações no mercado para ampliar a sua frota. 

Também para o seu Seu Dinheiro, Gustavo Moscatelli, CFO do Grupo Vamos, não descartou novas aquisições no mercado e, por consequência, negócios capazes de viabilizar algum tipo de operação. 

O relatório da EQI Research recomendou a compra dos papéis da Vamos baseado no amplo domínio que a companhia construiu do mercado de locação de veículos pesados e máquinas.

“O modelo de negócio é viabilizado pelas condições de compra dos veículos, com descontos decorrentes de economia de escala, e pela natureza dos contratos de locação de longa duração, fortes garantias e previsibilidade de receita”.

“VAMO3 já é a maior compradora de caminhões no Brasil, e projetamos que o ritmo de expansão continuará forte nos próximos anos, aumentando ainda mais o poder de negociação com as montadoras e aumentando a diversificação da carteira de clientes”, cita o analista Lucas Daniel.

Quer aproveitar a onda de follow ons da bolsa? Então, preencha este formulário para um assessor da EQI Investimentos entrar em contato contigo.