O Bradesco BBI recomenda que os investidores brasileiros mantenham foco na renda fixa e adotem postura cautelosa na Bolsa em abril, diante de um cenário de incerteza global e Selic média acima de 13,5% em todos os cenários, segundo relatório da equipe de economia do banco.
“A renda fixa permanece oferecendo um prêmio elevado e se consolida como a classe de ativos mais atraente no momento. A combinação de incerteza global e dificuldade em antecipar o ritmo de cortes de juros reforça a importância de estratégias mais cautelosas dentro do próprio universo da renda fixa”, destaca a equipe de economia do Bradesco BBI.
O banco aponta que os prefixados de prazos curtos tendem a se beneficiar da manutenção dos juros elevados por mais tempo, garantindo taxas competitivas até o vencimento.
IPCA+ oferece proteção adicional
Os títulos atrelados à inflação (IPCA+) de médio prazo oferecem uma camada adicional de proteção, especialmente diante da possibilidade de repasses de preços associados ao petróleo, combustíveis e custos logísticos.
“Os títulos atrelados à inflação (IPCA+) de médio prazo oferecem uma camada adicional de proteção, especialmente diante da possibilidade de repasses de preços associados ao petróleo, combustíveis e custos logísticos”, afirma o relatório.
Já os pós-fixados atrelados ao CDI seguem como porto seguro, preservando liquidez e capturando integralmente o nível elevado das taxas enquanto o ciclo de afrouxamento monetário permanece incerto.
“A composição entre diferentes indexadores se mostra essencial para navegar um ambiente ainda volátil, equilibrando proteção, retorno e flexibilidade”, pontua a equipe.
Bolsa sob pressão
A Bolsa brasileira tende a permanecer pressionada em meio a juros ainda elevados, que reduzem o fluxo para ativos de renda variável, e a um cenário global de desaceleração que limita o apetite por risco. Além disso, custos mais altos no agronegócio e na logística também adicionam pressão.
“O comportamento da bolsa deve ser mais seletivo do que direcional. Embora o cenário macroeconômico não seja de pânico, ele exige maior prudência por parte dos investidores, que devem priorizar uma alocação mais robusta em renda fixa, manter exposição à bolsa de forma criteriosa, diversificar com ativos considerados mais seguros, como o ouro, e adotar uma postura defensiva até que haja maior clareza sobre os próximos passos do Copom”, recomenda o BBI.
O banco destaca que, nesse ambiente, o comportamento da Bolsa deve ser mais seletivo do que direcional, com investidores priorizando alocação robusta em renda fixa e mantendo exposição à Bolsa de forma criteriosa.
“Custos mais altos no agronegócio e na logística também adicionam pressão, contribuindo para um desempenho menos uniforme do mercado acionário”, conclui a equipe de economia.
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