A RD Saúde (RADL3) aprovou a distribuição de R$ 202,1 milhões aos acionistas, por meio do pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) e dividendos intermediários. A decisão foi tomada pelo Conselho de Administração da companhia e comunicada ao mercado nesta terça-feira (30).
Do montante total, R$ 154,5 milhões serão destinados ao pagamento de juros sobre capital próprio. O valor bruto corresponde a R$ 0,088359621 por ação e será pago até 1º de dezembro de 2026, em data que ainda será definida pela administração. Os valores não serão corrigidos monetariamente.
Dividendos intermediários
Além do JCP, a companhia aprovou a distribuição de R$ 47,6 milhões em dividendos intermediários, equivalentes a R$ 0,02722277 por ação. O pagamento também está previsto para ocorrer até 1º de dezembro de 2026 e será realizado com base no lucro líquido ajustado apurado no balanço patrimonial de 31 de maio de 2026.
Terão direito aos proventos os investidores que estiverem posicionados nas ações da RD Saúde ao fim do pregão de 3 de julho de 2026. A partir de 6 de julho, os papéis passarão a ser negociados na condição “ex-JCP” e “ex-dividendos”, o que significa que os compradores das ações a partir dessa data não terão direito aos valores anunciados.
Conforme determina a legislação vigente, os juros sobre capital próprio estarão sujeitos à retenção de Imposto de Renda na fonte, nos termos da Lei nº 9.249/1995. Já os dividendos permanecem isentos de tributação para os acionistas, conforme as regras atualmente em vigor.
Recentemente, o banco Safra revisou suas projeções para a RD Saúde e reduziu o preço-alvo da ação de R$ 30 para R$ 27 para os próximos 12 meses. Apesar do corte, o banco manteve a recomendação de compra, avaliando que os papéis ainda apresentam potencial de valorização de aproximadamente 63% em relação ao fechamento mais recente, de R$ 16,55.
Segundo o Safra, a principal razão para a revisão foi o impacto do cenário de juros elevados sobre o resultado financeiro da companhia. Na avaliação dos analistas, o aumento das despesas financeiras pressionou as estimativas de lucro líquido em maior intensidade do que qualquer outro fator considerado na atualização do modelo.






