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Qualicorp: BTG vê ponto de inflexão à vista

Qualicorp: BTG vê ponto de inflexão à vista

Excluindo o contrato encerrado com uma operadora, a carteira de planos por adesão ganhou 700 vidas e ficou estável desde janeiro

A Qualicorp (QUAL3) fechou o 2º trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 317 milhões, queda de 8% em um ano. O Ebitda ajustado após custo de aquisição recuou 20%, para R$ 89 milhões, com margem de 28,3%, e o lucro líquido ajustado somou R$ 16 milhões.

“Depois de muitos anos de contração sistemática da carteira de planos por adesão, achamos que os resultados podem trazer alguns sinais de que um ponto de inflexão finalmente se materialize”, escrevem Samuel Alves e Maria Resende, do BTG Pactual.

Base ajustada fica estável em 467 mil vidas

As adições líquidas reportadas foram negativas em 39 mil vidas, com 38 mil entradas e 77 mil cancelamentos no período. O número foi distorcido pelo fim da parceria com uma operadora pequena. Sem esse efeito, houve ganho de 700 vidas, e a base ajustada terminou junho em 467 mil.

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“A carteira ajustada permaneceu praticamente estável desde janeiro”, afirmam Alves e Resende, que destacam a melhora do churn ajustado para 8,1%, ante 9,4% no primeiro trimestre.

“Os reajustes dos planos por adesão têm sido menores que os das carteiras de pequenas e médias empresas, o que sugere que a fraqueza pode estar perto do fim”, avaliam os analistas do BTG Pactual.

Caixa menor e dívida estável

O fluxo de caixa após investimentos ficou em R$ 29 milhões, contra R$ 126 milhões no primeiro trimestre, puxado por uma saída de R$ 50 milhões em capital de giro. A dívida líquida seguiu em R$ 779 milhões e a alavancagem subiu para 1,41 vez o Ebitda ajustado.

“Ainda precisamos ver mais sinais de estabilização sustentável da base antes de assumir uma postura mais construtiva, e por ora mantemos a recomendação neutra”, concluem Samuel Alves e Maria Resende.