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Bradespar lucra R$ 252,3 milhões no 2T26, queda de 43,9% em um ano

Bradespar lucra R$ 252,3 milhões no 2T26, queda de 43,9% em um ano

Companhia encerrou o primeiro semestre com lucro de R$ 805,8 milhões, alta de 4,9%, enquanto manteve posição líquida de caixa e sem endividamento financeiro

A Bradespar (BRAP4) registrou lucro líquido de R$ 252,3 milhões no 2T26, queda de 43,9% frente aos R$ 450 milhões apurados no mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (13).

A companhia, que concentra seus investimentos na Vale, também reportou receita operacional de R$ 251,9 milhões no trimestre, recuo de 42,1% na comparação anual. Apesar da retração trimestral, o lucro líquido acumulado no primeiro semestre alcançou R$ 805,8 milhões, avanço de 4,9% sobre igual intervalo do ano passado.

No acumulado dos primeiros seis meses de 2026, a receita operacional chegou a R$ 805 milhões, 7,4% acima dos R$ 749,4 milhões registrados no primeiro semestre de 2025.

O resultado reflete principalmente o desempenho da Vale, já que, como companhia de investimentos, a receita operacional da Bradespar tem origem no resultado de equivalência patrimonial e em juros sobre capital próprio da mineradora.

Resultado financeiro permanece positivo

O resultado financeiro da Bradespar foi positivo em R$ 10,9 milhões no 2T26, mas ficou 63,6% abaixo dos R$ 30,1 milhões registrados um ano antes. Segundo a companhia, o desempenho decorreu principalmente das aplicações financeiras e da remuneração sobre impostos a recuperar.

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A empresa destacou ainda que o resultado financeiro reflete a continuidade de sua posição líquida de caixa. A Bradespar encerrou junho sem endividamento financeiro e apresentava R$ 254,5 milhões em caixa e equivalentes de caixa. Em junho de 2025, esse montante era de R$ 294,1 milhões.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 1,7 milhão no trimestre, redução de 21,5% em relação ao 2T25. Em contrapartida, as despesas de pessoal cresceram 27,2%, para R$ 8,4 milhões.

Consideradas em conjunto, as despesas de pessoal, gerais e administrativas totalizaram R$ 10,1 milhões no segundo trimestre e R$ 19,9 milhões no primeiro semestre.

Vale influencia desempenho da Bradespar

Principal investida da Bradespar, a Vale reportou Ebitda proforma de US$ 4,1 bilhões no trimestre, crescimento de 19% na comparação anual. Segundo o relatório, o avanço foi impulsionado por preços de referência mais elevados e maiores volumes de vendas em todos os segmentos de negócios.

Parte desses efeitos positivos foi compensada pelo aumento dos custos de frete, principalmente diante da alta dos preços do bunker, além do impacto negativo da valorização do real.

No desempenho operacional, a mineradora destacou a produção de cobre, que atingiu o melhor resultado para um segundo trimestre desde 2017, enquanto o níquel registrou o melhor desempenho para o período desde 2020.

A dívida líquida expandida da Vale ficou em US$ 16,7 bilhões ao fim de junho, redução de US$ 1,1 bilhão na comparação com o mesmo período de 2025. Os investimentos da mineradora somaram US$ 1,13 bilhão, dos quais cerca de US$ 197 milhões foram destinados a projetos de crescimento e US$ 931 milhões à manutenção das operações.

Ativos somam R$ 12,7 bilhões e ações avançam no semestre

Em 30 de junho, o valor de mercado dos ativos da Bradespar correspondia a R$ 12,7 bilhões. Atualmente, os investimentos da companhia estão concentrados na Vale, na qual a empresa detém participação de 3,83% do capital total e votante e mantém representação no Conselho de Administração e em comitês de assessoramento.

No mercado acionário, os papéis da Bradespar acumularam valorização no primeiro semestre de 2026. As ações preferenciais BRAP4 avançaram 11%, enquanto as ordinárias BRAP3 subiram 7%. No mesmo intervalo, as ações VALE3 tiveram alta de 8% e o Ibovespa avançou 7%.

Após o encerramento do 2T26, a Vale também anunciou, em 30 de julho, um novo programa para recompra de até 100 milhões de ações ordinárias em 18 meses, equivalente a cerca de 2,3% dos papéis em circulação.

Na mesma data, a mineradora anunciou remuneração de US$ 1,7 bilhão aos acionistas, na forma de juros sobre capital próprio e dividendos, com pagamento previsto para 2 de setembro de 2026.