A Track & Field (TFCO4) entregou mais um trimestre acima das projeções do BTG Pactual. As vendas mesmas lojas subiram 15,9% no 2º trimestre de 2026, ante 12,1% nos três meses anteriores, e o sell-out total somou R$ 493 milhões, alta de 20,7%.
“Os resultados do trimestre foram mais um atestado da resiliência operacional da Track & Field, do modelo de negócios rentável e da estratégia de expansão bem desenhada”, escrevem Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon, do BTG Pactual.
Lojas reformadas puxam a produtividade
A rede terminou junho com 448 lojas, depois de 7 aberturas, sendo 6 de franqueados, e 9 reformas no trimestre. Em doze meses, foram 42 unidades novas. O sell-out chegou a R$ 306 milhões nas franquias e a R$ 141 milhões nas lojas próprias.

“As lojas reformadas seguiram superando de forma relevante o restante da base, com crescimento de 36% nas próprias e 38% nas franquias”, afirmam os analistas do BTG Pactual.
“O TFSports seguiu evoluindo de forma positiva, superando 1,4 milhão de usuários, alta de 36% em um ano”, registram Guanais, Cesquim e Cendon.
Margem bruta cede, mas Ebitda fica estável
A receita líquida cresceu 15,5%, para R$ 280 milhões, e o lucro bruto avançou 14,4%, a R$ 159 milhões. A margem bruta ficou em 56,7%, 0,6 ponto percentual abaixo de um ano antes. O Ebitda ajustado pré-IFRS 16 subiu 16%, para R$ 66 milhões, com margem de 23,5%.
“A retração da margem bruta é explicada em boa parte pelo maior peso das receitas de sell-in das franquias sobre o total de vendas”, apontam os analistas, que creditam a margem Ebitda estável aos cortes em despesas gerais e administrativas.
“Seguimos compradores”, concluem Luiz Guanais, Yan Cesquim e Beatriz Cendon, que citam o modelo de baixo investimento, o alinhamento com franqueados via royalties sobre o sell-out, a presença nacional com formato flexível de loja e o calendário de eventos esportivos.






