A Prio (PRIO3) deve apresentar resultados expressivos no terceiro trimestre de 2026, impulsionados pelo aumento da produção de petróleo, apesar da queda nos preços realizados da commodity. É o que aponta a prévia de resultados elaborada pela Ativa Investimentos, que estima um Ebitda de R$ 4,7 bilhões entre julho e setembro, crescimento de 5,9% em relação ao segundo trimestre e avanço de 162,3% na comparação anual.
A projeção da corretora fica 1,4% acima do consenso de mercado compilado pela Bloomberg. Segundo o relatório, o desempenho operacional da petroleira deve compensar parcialmente o efeito negativo da redução dos preços do petróleo sobre a receita.
A Prio divulgará seu balanço do terceiro trimestre nesta quarta-feira (4), após o fechamento do mercado. A teleconferência com investidores e analistas está prevista para quinta-feira (5), às 15h, pelo horário de Brasília.
Produção da PRIO cresce 11,4% no trimestre
Um dos principais fatores positivos para os resultados da companhia é o aumento da produção. A Ativa estima que a PRIO tenha produzido 191,6 mil barris de óleo equivalente por dia (kboe/d) no terceiro trimestre, alta de 11,4% em relação aos 172 mil kboe/d registrados no segundo trimestre.
O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento da produção nos campos de Wahoo e Peregrino. Valente, Frade e Wahoo contribuíram conjuntamente com 12,3 mil boe/d adicionais na comparação trimestral, favorecidos pelo avanço operacional de Wahoo. Peregrino acrescentou outros 6,1 mil boe/d.
Em contrapartida, a produção do campo de Bravo recuou para 13,3 mil boe/d. O poço OGX-44HP, entretanto, voltou a produzir em 23 de outubro.
O desempenho operacional também apresentou continuidade no início do quarto trimestre. Em outubro, a produção média da PRIO chegou a 196,4 mil boe/d, segundo os dados considerados pela Ativa.
Petróleo mais barato limita crescimento da receita
Apesar do avanço da produção, a redução dos preços realizados do petróleo deve limitar o crescimento da receita da companhia.
A Ativa projeta receita líquida de R$ 7,18 bilhões no terceiro trimestre, alta de 2,4% em relação aos R$ 7,02 bilhões registrados no trimestre anterior.
O preço médio realizado pela PRIO deve recuar 8,2% na comparação trimestral, para US$ 88,50 por barril de óleo equivalente. A estimativa considera um Brent médio de US$ 91,50 por barril e um desconto de US$ 3 em relação à referência internacional.
Na análise da corretora, a redução dos preços deve retirar aproximadamente R$ 639 milhões do Ebitda na comparação com o segundo trimestre. Parte desse impacto será compensada pelo câmbio, com o dólar médio projetado em R$ 5,14, alta de 1,7% no período, contribuindo positivamente com R$ 123 milhões.
O custo de extração, conhecido como lifting cost, deve ficar em US$ 7,40 por barril de óleo equivalente, ante US$ 7,60 no segundo trimestre.
Lucro líquido deve recuar 13,8%
Embora a expectativa seja de crescimento do Ebitda, a Ativa projeta uma queda no lucro líquido da petroleira. A estimativa é de R$ 1,69 bilhão no terceiro trimestre, recuo de 13,8% em relação aos R$ 1,96 bilhão registrados entre abril e junho.
O resultado também fica 18,6% abaixo do consenso ajustado da Bloomberg, de aproximadamente R$ 2,08 bilhões.
De acordo com a análise, a diferença está concentrada nas linhas abaixo do Ebitda, especialmente em função da alíquota efetiva de imposto estimada em 25% para o trimestre, contra apenas 6% no segundo trimestre.
Já o resultado financeiro projetado é negativo em R$ 535 milhões, ante uma despesa financeira de R$ 308 milhões no trimestre anterior.
A margem líquida deve ficar em 23,5%, abaixo dos 27,9% registrados no segundo trimestre.
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