A Priner (PRNR3) divulgou sua prévia operacional do quarto trimestre de 2025 e os números reforçam a leitura de que a companhia atravessa um ponto de inflexão no curto prazo.
Em relatório, o BTG Pactual (BPAC11) destaca que a empresa reportou receitas brutas de R$ 525 milhões, o que representa uma alta expressiva de 33% na comparação anual e de 15% frente ao trimestre anterior.
“O crescimento robusto na comparação trimestral e anual reforça a narrativa da administração de um ponto de inflexão no momentum de curto prazo, já evidente no quarto trimestre”, aponta o BTG Pactual.
Segundo o banco, o desempenho indica uma mudança de patamar após um período mais fraco para algumas unidades operacionais.
Eficiência operacional começa a aparecer nos números
Além do avanço das receitas, o BTG chama atenção para os indicadores de eficiência operacional. O número de funcionários encerrou o trimestre em cerca de 8 mil colaboradores, considerando a base ponderada pela receita mensal.
“A receita por empregado atingiu R$ 66 mil, acima dos R$ 62 mil no 3T25 e dos R$ 63 mil no 4T24, sinalizando melhora na eficiência operacional”, destaca o BTG Pactual.
Para o banco, o avanço do indicador reflete melhor alavancagem da estrutura de custos e maior produtividade da operação.
Consolidação da SEMEP muda o mix do negócio
O relatório aponta que o principal vetor de crescimento do trimestre foi a consolidação das operações da SEMEP. A estimativa do banco é de que a subsidiária tenha contribuído com cerca de R$ 122 milhões em receitas brutas no período.
“Esse desempenho foi impulsionado principalmente pela consolidação das operações da SEMEP, que estimamos ter contribuído com aproximadamente R$ 122 milhões em receitas brutas no trimestre”, afirma o BTG Pactual.
Além do impacto em volume, o banco ressalta que a SEMEP opera com margens estruturalmente mais elevadas, o que altera de forma positiva o mix do negócio da Priner.
Rentabilidade deve reagir após trimestre mais fraco
Após um terceiro trimestre marcado por margens pressionadas em algumas unidades, como inspeção, o BTG Pactual avalia que o 4TRI25 tende a marcar uma melhora sequencial da rentabilidade.
“Dado que a SEMEP opera com margens estruturalmente mais altas, também esperamos uma melhora sequencial da rentabilidade no 4T25”, avalia o BTG Pactual.
O banco projeta margem EBITDA consolidada de 17%, acima dos 12% registrados no 3T25 e dos 14% do 4TRI24, refletindo a normalização de algumas unidades e a contribuição da nova subsidiária.
Novos contratos ampliam visibilidade de receitas
Outro ponto destacado pelo relatório foi a assinatura de R$ 1,3 bilhão em novos contratos ao longo do quarto trimestre, com clientes relevantes dos setores de energia, óleo e gás, mineração e indústria.
“A companhia anunciou a assinatura de R$ 1,3 bilhão em novos contratos no quarto trimestre, o que deve sustentar a visibilidade de receitas no curto prazo”, destaca o BTG Pactual.
Embora a empresa não tenha divulgado os prazos dos contratos, o banco estima uma duração média entre 1,5 e 2 anos, com margens em linha com os níveis históricos.
Leia também:
Valuation segue descontado apesar da melhora operacional
Mesmo com a aceleração operacional, o BTG Pactual avalia que a Priner segue negociando a um valuation atrativo, diante da melhora do mix de contratos e da recuperação gradual das margens.
“Apesar da melhora operacional, a companhia ainda negocia a cerca de 4 vezes o EV/EBITDA estimado para 2026, o que consideramos um valuation barato”, afirma o BTG Pactual.
Nesse contexto, o banco reiterou sua recomendação de compra para o papel.






