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Prévia Petrobras: BTG prevê lucro forte no 2º TRI

Prévia Petrobras: BTG prevê lucro forte no 2º TRI

A Petrobras deve registrar um Ebitda de aproximadamente US$ 18,8 bilhões para o período entre abril e junho

A prévia Petrobras (PETR4) para o segundo trimestre de 2026 indica um dos períodos mais fortes da companhia nos últimos anos. Em relatório, o BTG Pactual (BPAC11), ao analisar a prévia operacional da companhia, projeta que a estatal apresente resultados impulsionados por uma produção recorde de petróleo, margens robustas no refino e forte geração operacional de caixa.

Segundo o banco, a Petrobras deve registrar um Ebitda de aproximadamente US$ 18,8 bilhões para o período entre abril e junho, além de um fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) de cerca de US$ 2,7 bilhões. A estimativa também aponta para o pagamento de aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dividendos, o equivalente a um dividend yield de cerca de 2,2% no trimestre.

Produção de petróleo bate recorde

O principal destaque da prévia é o próprio desempenho operacional. A produção doméstica de petróleo deve atingir 2,69 milhões de barris por dia (MMbpd), o maior volume da história da Petrobras.

O crescimento representa um avanço em relação aos 2,58 milhões de barris por dia registrados no primeiro trimestre e aos 2,33 milhões de barris por dia do mesmo período de 2025.

De acordo com o BTG Pactual, o resultado foi impulsionado principalmente pelo avanço da produção no pré-sal, que chegou a cerca de 2,30 milhões de barris diários, beneficiada pela entrada em operação e pelo aumento da produção das plataformas FPSO Maria Quitéria, P-78 e Alexandre de Gusmão, além do primeiro óleo da P-79.

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O banco também destaca ganhos operacionais estimados em aproximadamente 70 mil barris por dia e um número menor de paradas para manutenção, fatores que contribuíram para o desempenho histórico.

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Refino opera acima de 100% da capacidade

Outro ponto que chamou a atenção dos analistas foi o desempenho das refinarias. A taxa média de utilização chegou a 101%, enquanto o processamento alcançou 1,83 milhão de barris por dia.

A Petrobras também deve apresentar produção recorde de derivados:

  • Diesel: 764 mil barris por dia (+12% na comparação anual);
  • Gasolina: 424 mil barris por dia (+5%);
  • Querosene de aviação (QAV): 109 mil barris por dia (+25%).

Segundo o BTG, os preços realizados de diesel e gasolina, aliados às subvenções concedidas aos combustíveis, devem sustentar margens elevadas no segmento de refino ao longo do trimestre.

Exportações crescem, apesar do imposto

A produção recorde também refletiu nas exportações.

A Petrobras exportou cerca de 1 milhão de barris de petróleo por dia, um crescimento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado e de 12% frente ao primeiro trimestre de 2026.

Por outro lado, o banco ressalta que as vendas externas sofreram impacto negativo da manutenção da alíquota de 12% sobre as exportações de petróleo, medida prorrogada pelo governo até o início de setembro.

Mesmo assim, a companhia reduziu significativamente sua dependência de importações, com queda de 34% nas compras de petróleo bruto e de 85% nas importações de diesel.

Dividendos podem ser limitados pelo capital de giro

Apesar da forte geração operacional, o fluxo de caixa deve sofrer pressão devido ao atraso no recebimento das subvenções governamentais para combustíveis.

O BTG estima que a Petrobras tenha acumulado aproximadamente US$ 2,3 bilhões em créditos a receber durante o trimestre, dos quais apenas cerca de US$ 400 milhões haviam sido pagos até o fechamento do período.

Além disso, o banco projeta investimentos (capex) em torno de US$ 5 bilhões, acima dos US$ 4,5 bilhões registrados no trimestre anterior.

Ainda assim, os analistas acreditam que a companhia terá capacidade de distribuir aproximadamente US$ 2,5 bilhões aos acionistas.

BTG mantém recomendação de compra

Mesmo após a forte valorização das ações, o BTG Pactual reiterou recomendação de compra para a Petrobras.

Na avaliação do banco, a companhia segue oferecendo uma combinação atrativa de crescimento operacional, geração de caixa e retorno ao acionista.

Os analistas destacam que a continuidade da entrada em operação de novas plataformas — incluindo outras três previstas para 2027 — pode levar a Petrobras a revisar para cima sua projeção de produção nos próximos anos.

Além disso, considerando um preço do petróleo Brent em torno de US$ 70 por barril, o BTG estima que a estatal negocie com um rendimento de fluxo de caixa livre de aproximadamente 11% em 2027, além de um potencial dividend yield próximo de 9%, cenário que pode melhorar caso as condições favoráveis do mercado de petróleo permaneçam.