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Pine mantém momentum e BTG reitera compra após queda de 25%

Pine mantém momentum e BTG reitera compra após queda de 25%

Banco projeta lucro acima de R$ 650 milhões em 2026 e mais de R$ 850 milhões em 2027, com carteira podendo superar R$ 25 bilhões

O Banco Pine segue com momentum operacional forte apesar das mudanças regulatórias recentes no consignado privado. É a avaliação que saiu do café da manhã do BTG Pactual com os diretores executivos Clive Botelho e Norberto Pinheiro, após o qual o banco reiterou compra para as ações, que acumulam queda de 25% desde as máximas de dois meses atrás.

Mesmo após todas as mudanças recentes no consignado privado, o ambiente atual ainda favorece bancos como o Pine, que desenvolveram vantagem operacional para navegar as complexidades e fricções do produto“, disseram os analistas Ricardo Buchpiguel, Eduardo Rosman e Antonio Pascale, do BTG.

O papel negocia a 4,3 vezes o lucro estimado para 2026, e o BTG vê o valuation barato como amortecedor suficiente para os riscos macro.

Teto de 1,99% deixa consignado com garantias fora do jogo

O governo lançou três mecanismos de garantia para o consignado privado, incluindo saldo do FGTS e verbas rescisórias. O Pine foi direto: o formato atual não muda seus volumes nem sua rentabilidade. O teto de 1,99% ao mês torna os retornos pouco atrativos quando se somam fricções operacionais, atrasos e risco de crédito.

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“Os atrasos na transferência de garantias sozinhos podem consumir cerca de 15 pontos-base da taxa mensal, enquanto as instituições têm até 30 dias para acionar a garantia e ainda enfrentam tempo adicional para sua liberação”, explicaram Buchpiguel, Rosman e Pascale.

Garantias de verbas rescisórias limitadas a uma parcela, restrição para quem já antecipou FGTS e acionamento apenas em caso de demissão tornam a modalidade pouco viável por enquanto.

INSS volta ao normal em junho

Maio foi difícil para o INSS: uma nova exigência de autorização biométrica derrubou as originações em cerca de 60%. A recuperação veio rápido em junho, o que o BTG vê como desenvolvimento positivo para os resultados do segundo trimestre. A carteira em si não deve crescer muito porque o Pine securitiza parte da produção via FIDCs, mas a normalização do fluxo ajuda as receitas.

A mudança regulatória de abril combinada com o Desenrola 2.0 pegou o mercado de surpresa. Para tomadores que já usavam o teto anterior de 35% em empréstimos mais 10% em cartões, o novo limite de 40% combinado não traz ganho. Para quem usa só consignado, existe espaço incremental. Mas tudo ainda precisa de aprovação do Congresso em setembro para ser válido.

Carteira podendo chegar a R$ 40 bilhões até 2030

Para o segundo trimestre, o lucro líquido deve ficar em torno de R$ 160 milhões, com ROE de 36% e crescimento de 262% no ano. As provisões devem subir cerca de 20% no trimestre, principalmente pelo mix, com o consignado privado ganhando mais relevância na carteira. Para 2026, a gestão segue confortável com lucro acima de R$ 650 milhões.

“A carteira pode superar R$ 25 bilhões em 2027, incluindo R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões em ativos securitizados, e o banco acredita que lucro acima de R$ 850 milhões é alcançável no ano que vem”, projetaram os analistas.

O mercado de consignado privado pode fechar 2026 acima de R$ 165 bilhões, incluindo não-bancos, e o Pine acredita que sua carteira própria pode chegar a R$ 40 bilhões até 2030.

“O forte momentum operacional e o valuation muito barato acomodam os riscos macro”, concluíram Ricardo Buchpiguel, Eduardo Rosman e Antonio Pascale, reiterando a compra.

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