O Banco Pine (PINE4) registrou lucro líquido de R$ 149,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, o dobro dos R$ 73,5 milhões apurados no mesmo período do ano anterior — alta de 104% na comparação anual.
O resultado veio acompanhado de um retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) de 37,9%, alta de 12,9 pontos percentuais frente ao 1T25, e de um índice de eficiência de 21,5%, melhora de 16,6 pontos percentuais no mesmo intervalo.
Consignado privado lidera expansão da carteira
A carteira de crédito expandida totalizou R$ 19,8 bilhões em março de 2026, crescimento de 28,5% em relação ao mesmo mês de 2025. O principal motor foi o consignado privado, segmento que sequer existia na carteira há um ano e que já soma R$ 5,0 bilhões.
A carteira de atacado avançou 13,2%, chegando a R$ 6,9 bilhões, enquanto o consignado público e FGTS cresceu 3,9%, para R$ 2,0 bilhões. Em sentido contrário, o empréstimo INSS recuou 19,9%, para R$ 5,9 bilhões, reflexo do remix estratégico promovido pela instituição em direção a produtos de maior rendimento.
Margem dispara com mix mais rentável
A margem financeira líquida atingiu R$ 360,4 milhões no trimestre, salto de 85,6% frente ao 1T25. Segundo o relatório, o resultado decorreu “da maior carteira de crédito e maiores spreads, com o crescimento das operações do consignado privado e de cartões consignados e de benefício”.
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As receitas de serviços e tarifas também avançaram 38,2% no ano, para R$ 26,2 milhões, puxadas pela expansão das operações de seguros no varejo.
Capital reforçado e rating elevado
O follow-on realizado em março captou R$ 498,5 milhões, elevando o patrimônio líquido para R$ 1,7 bilhão — crescimento de 23,1% em relação a março de 2025. O banco recebeu upgrades das agências S&P e Moody’s, ambas atribuindo rating ‘brA+’.
A Moody’s destacou que “a elevação dos ratings do Pine reflete o fortalecimento recente de sua posição de capital após o follow-on realizado em março de 2026, acompanhado pelo resultado fortalecido de 2025, que apresentou uma rentabilidade robusta e um perfil de risco de ativos controlados.”
O conselho de administração aprovou distribuição de R$ 57,3 milhões em juros sobre capital próprio, pagos em 30 de abril. A ação PINE4, que valia R$ 4,44 em março de 2025, encerrou o trimestre cotada a R$ 13,28 — valorização de 300% em doze meses.






