A nova disparada do petróleo colocou as ações do setor no centro do pregão desta segunda-feira (30). Com o barril do Brent acima de US$ 105 e o WTI também em forte alta, papéis ligados à commodity lideravam os ganhos da Bolsa brasileira, enquanto o Ibovespa avançava 1,1%, aos 183.559,48 pontos, por volta de 13h44.
No mercado internacional, o Brent subia 1,81%, a US$ 107,23, enquanto o WTI avançava 3,07%, a US$ 102,70.
Na B3 ($B3SA3), a Brava Energia (BRAV3) liderava as altas do Ibovespa, com valorização de 5,16%. Na sequência, a PetroReconcavo (RECV3) subia 4,12%. A Petrobras (PETR4) avançava 1,6% e a PRIO (PRIO3) ganhava 1,48%.
O movimento altista foi amplo entre companhias expostas ao petróleo e seus derivados. Entre as cinco maiores altas do Ibovespa no momento do levantamento, quatro tinham relação direta com o setor: Brava, PetroReconcavo, Raízen (RAIZ4) e Braskem $(BRKM5).
A pressão sobre o barril veio, mais uma vez, do agravamento das tensões no Oriente Médio. O mercado reagiu a novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao Irã, à Ilha de Kharg e ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. A possibilidade de interrupções no fluxo da commodity elevou o prêmio de risco e sustentou as cotações internacionais.
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Brava tem gatilho adicional
Além da disparada do petróleo, a Brava tem um gatilho adicional para a ação subir mais de 5%.
A companhia anunciou nesta segunda-feira o início de uma campanha de perfuração de quatro novos poços, sendo dois em Papa-Terra, na Bacia de Campos, e dois no campo de Atlanta, na Bacia de Santos. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos no primeiro trimestre de 2027.






