O Santander elevou a recomendação das ações da Petrobras (PETR3/PETR4) de manutenção para compra e aumentou expressivamente o preço-alvo para 2026, de R$ 35 para R$ 60. A revisão foi assinada pelos analistas Yuri Pereira, Eduardo Muniz e Nicole Alonso, que passam a ver a estatal de petróleo como a preferência do banco no setor de Óleo & Gás dentro de sua cobertura.
A justificativa central para a mudança de tom é a percepção de que o mercado ainda não precifica adequadamente a combinação de fatores favoráveis que a Petrobras reúne hoje.
“Acreditamos que o preço atual das ações não reflete totalmente a combinação de crescimento da produção de petróleo, riscos mais limitados em downstream e uma perspectiva de retorno de caixa ainda atrativa”, afirmam os analistas Yuri Pereira, Eduardo Muniz e Nicole Alonso.
Com o Brent em patamares elevados e as plataformas da companhia acelerando o ramp-up, o banco enxerga espaço para revisões positivas no guidance de produção ao longo do ano.
Geração de caixa robusta e dividendos no radar
O Santander projeta que a Petrobras pode entregar em 2026 um rendimento de FCFE ajustado de cerca de 12% e um dividend yield de aproximadamente 9,5%, com a empresa priorizando a redução de dívida com o caixa excedente gerado.
“Estimamos que a Petrobras possa entregar um rendimento de FCFE ajustado de cerca de 12% e um dividend yield de 9,5% em 2026”, detalham os analistas.
Para os próximos anos, a expectativa é ainda mais construtiva: os analistas esperam que a discussão sobre dividendos extraordinários seja retomada com o próximo Plano Estratégico, referente ao período 2027-2031.
Refino como risco monitorado, mas controlado
Um dos pontos de atenção da tese é o segmento de refino, onde a menor rentabilidade da gasolina pressiona as margens. O banco, no entanto, avalia que os subsídios governamentais ajudam a conter as perdas, especialmente no diesel.
Na visão do Santander, o desempenho mais robusto do upstream mais do que compensa essa pressão no downstream.
“Consideramos que as ações oferecem uma relação risco-retorno atrativa, sustentada pela melhoria do desempenho operacional, pela geração de caixa resiliente e pela possibilidade de aumentar a distribuição de dividendos aos acionistas”, concluem Pereira, Muniz e Alonso.
Os principais riscos baixistas apontados são capex e aquisições acima do esperado, que poderiam pressionar as estimativas de geração de caixa livre.
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