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Petrobras: Santander alerta para contabilização da oferta de amônia

Petrobras: Santander alerta para contabilização da oferta de amônia

A maior parte do volume divulgado está destinada ao consumo interno, principalmente para abastecer as operações downstream

A disponibilidade de amônia da Petrobras (PETR3; PETR4) não deve ser contabilizada como oferta comercial adicional já que a maior parte do volume divulgado está destinada ao consumo interno, avalia o Santander em um relatório enviado a clientes nesta quinta-feira (17).

Os analistas Guilherme Palhares, Laura Hirata e Yuri Pereira destacaram o assunto após uma análise dos efeitos da retomada das operações da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III) da Petrobras, localizada em Três Lagoas (MS).

“A maior parte do volume de amônia divulgado está destinada ao consumo interno, principalmente para abastecer as operações downstream do próprio complexo. Apenas uma parcela menor é destinada ao mercado”, explicam.

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Dessa forma, contabilizar toda a produção de amônia como oferta comercial adicional, além da ureia produzida, resultaria em uma superestimação do volume efetivamente disponível para venda.

“O conjunto mais amplo de projetos também apresenta diferentes variações dessa mesma dinâmica”, ressaltam.

Demanda por nitrogênio

O banco explica que a exigência por fertilizantes nitrogenados não é apenas agrícola, nem apenas energética.

“A demanda nasce no campo, os custos são determinados principalmente pelo preço do gás natural, e o preço final pago pelo consumidor depende da capacidade de transportar o produto de forma eficiente até o destino”, pontuam.

UFN III

A estatal aprovou, em abril deste ano, a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III), localizada em Três Lagoas (MS). 

O investimento estimado para a conclusão da unidade é de cerca de US$ 1 bilhão e o início das operações comerciais está previsto para 2029.