A Braskem (BRKM5) continua em um impasse com seus credores, o que só piora a situação da petroquímica. A avaliação é de relatório do Bradesco BBI sobre o panorama atual da companhia.
Para o BBI, as únicas alternativas para a petroquímica chegar a um acordo são fatores como: uma conversão relevante de dívida em ações; um desconto sobre a dívida, alternativa que, segundo informações, não estaria descartada pela Petrobras e pela Braskem; ou um aporte de capital pela Petrobras.
De acordo com matéria do jornal Valor Econômico, a companhia apresentou aos credores termos mais detalhados para sua reestruturação, agora incluindo um desconto sobre a dívida, alternativa que não constava nem da proposta original rejeitada nem do plano inicial de recuperação extrajudicial.
O relatório diz, porém, que os detentores de títulos voltaram a exigir da Petrobras, que divide o controle da Braskem com a IG4 Capital, uma garantia de aporte de capital. A estatal, no entanto, não estaria disposta a ceder nesse ponto, embora esteja aberta a outras condições, incluindo o desconto na dívida.
Prazo próximo do fim
O próximo marco será no dia 9 de outubro, antes do prazo de 22 de novembro para o processo de recuperação extrajudicial. Esse pedido abrange montante de R$ 56,5 bilhões em dívidas. Sem um acordo, a Braskem poderá entrar com pedido de recuperação judicial.
No fim de agosto, a empresa petroquímica havia protocolado um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar aproximadamente US$ 10,9 bilhões em obrigações financeiras sem garantia real. O processo foi distribuído à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.
A companhia apresentou o pedido com a adesão de credores que representam 39,6% dos créditos sujeitos à recuperação, percentual suficiente para iniciar o processo. A partir de então, a Braskem terá 90 dias para alcançar o apoio mínimo exigido para a homologação do plano atualizado e estender as novas condições de pagamento a todos os créditos incluídos.
“A companhia possui o prazo de 90 dias, a contar do protocolo do pedido de Recuperação Extrajudicial, para obter o percentual mínimo necessário à homologação do seu plano de Recuperação Extrajudicial atualizado, assegurando, assim, a vinculação de 100% dos Créditos Sujeitos aos novos termos e condições de pagamento”, afirmou a petroquímica no seu pedido.
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