A Petrobras (PETR3; PETR4) anunciou nesta quinta-feira (28) um reajuste de R$ 0,48 por litro no preço de venda da gasolina A para distribuidoras, com vigência a partir desta quinta-feira (29).
Apesar do anúncio, as ações da estatal terminaram o dia em baixa nesta sessão.
O impacto efetivo, no entanto, é substancialmente menor: o governo federal concederá uma subvenção econômica de R$ 0,44 por litro, limitando o repasse líquido a R$ 0,04 por litro nas distribuidoras.
Com o ajuste, o preço médio da gasolina A passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro. Para o consumidor final nos postos, a alta será ainda mais diluída.
Impacto mínimo no preço final ao consumidor
A gasolina C — vendida nos postos — é composta por 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro. Com a subvenção, a parcela da Petrobras na formação do preço final subirá de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, variação máxima de R$ 0,03 a cada litro abastecido.
A Petrobras também ressaltou que, mesmo após o reajuste, o preço praticado é 27,6% inferior ao vigente em 31 de dezembro de 2022. A subvenção foi instituída pela Medida Provisória nº 1.358, de 13 de maio de 2026, e o valor foi fixado pelo Ministério da Fazenda por meio da Portaria MF nº 1.496, de 25 de maio.
XP vê anúncio como neutro
Para a XP Investimentos, o movimento é amplamente neutro. O banco lembra que o governo havia anunciado o programa de subvenção em 14 de maio, condicionado à redução dos preços de comercialização em valor equivalente ao benefício.
A XP mantém visão construtiva para o setor de distribuição de combustíveis. O desconto em relação à paridade de importação segue sustentando uma dinâmica competitiva favorável para os maiores players — especialmente aqueles com maior participação de produtos da Petrobras em seu mix de suprimento.






